META FISCAL PARA 2017 08/07/2016

Governo prevê déficit de R$ 139 bilhões

Além de cortar despesas, País terá de gerar receitas adicionais com vendas de ativos, outorgas e concessões
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A proposta de déficit primário para o próximo ano ficará R$ 139 bilhões. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Para chegar ao valor, a equipe econômica terá não apenas de cortar despesas, mas obter receitas adicionais por meio de concessões, venda de ativos, outorgas de campos de petróleo e possíveis aumentos de tributos. O pedido será encaminhado para o Congresso.

 

 

“Temos de enfrentar aumentos constantes das despesas federais há duas décadas. Tivemos de considerar esforço principalmente focado nas despesas e na geração de receitas adicionais”, disse Meirelles. De acordo com o ministro, sem receitas adicionais no próximo ano, o déficit ficaria em R$ 194 bilhões, considerando que as despesas obrigatórias seguirão a tendência de crescimento dos últimos anos.


Além do déficit de R$ 139 bilhões para a União, a equipe econômica estabeleceu meta de déficit de R$ 3 bilhões para as estatais e de R$ 1,1 bilhão para estados e municípios. Se foram levados em consideração os três entes, a meta de resultado negativo sobe para R$ 143,1 bilhões.


O projeto original da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) previa, para 2017, meta fiscal zero para o Governo Central e superávit de 0,1% do PIB (Produto Interno Bruto), soma das riquezas produzidas no país) para estados e municípios. No entanto, mecanismos de abatimento da meta permitiriam que a União registrasse déficit de até R$ 65 bilhões.


Com a definição da meta para o próximo ano, o País terá o quarto ano seguido de déficit primário nas contas públicas. Em 2014, União, estados, municípios e estatais registraram rombo de R$ 32,5 bilhões. Em 2015, o resultado negativo subiu para R$ 111,2 bilhões.


Melhora do cenário

As medidas para estancar a sangria no caixa do Governo Federal podem melhorar o cenário econômico do País em longo prazo. No curto prazo, o efeito é irrisório. “A situação continua grave, mas com a expectativa positiva do Governo encaminhar a proposta para o Congresso de limitar o crescimento das despesas públicas, que estão numa trajetória insustentável. Isso é importante para o futuro fiscal do País, mas não resolve os problemas de curto prazo, como os déficits desse ano e do ano que vem”, aponta Marcel Balassiano, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

Gregório Matias, mestre em Economia, acredita que o programa de concessões e privatizações seria necessários para elevar o dinamismo e a competitividade, além da redução do endividamento estatal. (Das agências. Colaborou Artumira Dutra)

 

espaço do leitor
Lunga Jr 08/07/2016 07:59
A roubalheira digo a luta continua companheiros, o canelau que compre xilocaína ... rabadas vão arder.
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Comentários
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