Retração 31/12/2015

Economia cearense tem queda de 5,54% no trimestre

Este é o segundo trimestre seguido de queda no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará. O resultado, na comparação com o mesmo período de 2014, é pior que o nacional - que mostrou baixa de 4,5%
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Camila Holanda camilaholanda@opovo.com.br

O Produto Interno Bruto (PIB) cearense teve queda de 5,54% no terceiro trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014. O segundo resultado negativo seguido aponta retração acima da nacional, que foi de 4,5%. No acumulado do ano, até setembro, a economia cearense encolheu 3,27% - o Brasil tem retração de 3,2% no período. O resultado do Estado só é melhor que o do País quando analisados os quatro últimos trimestres - nos quais o Ceará tem queda de 1,78% e o Brasil de 2,5%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

No período, todos os setores tiveram queda. Com 27,75% de baixa, a agropecuária foi o que mais caiu no terceiro trimestre. Já o da indústria teve queda de 5,99% e o de serviços diminuiu 4,29%.


Diretor-geral do Ipece, Flávio Ataliba analisa que o que mais pesou para o Estado foi a queda no setor de serviços, por ter uma participação fundamental na movimentação da economia local. O segmento representa 73,8% da economia estadual. Todavia, Ataliba pondera e diz que o resultado do último trimestre foi calculado a partir de uma base de crescimento bem alto (5,61%), que foi o terceiro trimestre de 2014.


“A Copa do Mundo puxou muito a economia pra cima. Duas coisas explicam esse resultado: a base de comparação e a situação econômica do País, que rebate todos os estados”. Na prática, o reflexo disso são juros bastante elevados, restrição de crédito, aumento no desemprego, inflação alta, redução da massa salarial. “Tudo isso dificulta a expansão do setor de serviços”.


Projeção para 2016

Acompanhando a queda dos meses anteriores, os números do último trimestre de 2015 não devem ser muito diferentes do período exatamente anterior. “É certo que o último trimestre de 2015 não está tão bom como foi o de 2014”, assinala o diretor-geral do Ipece. “Se confirmada a retração no emprego, na queda das vendas e nestas informações que estamos colhendo, vai sinalizar um trimestre mais adverso”.

 

Com uma lente positiva, Ataliba diz que o ano de 2016 pode ser de recuperação da economia cearense. E, em meio à maré de negatividades, ele capta uma luz, que vem dos investimentos no Estado. “Estamos conseguindo manter um nível de investimento no Ceará e isso é bom”.


Todavia, muitos fatores econômicos dependem do desenrolar dos acontecimentos políticos de um Brasil fragilizado pela crise. “Se tem um ambiente muito incerto em termos políticos, (os empresários) acabam retraindo os investimentos e a decisão de compra das famílias também é afetada. Isso reflete muito na economia do Estado, porque somos muito dependentes do setor de serviços”.

 

Saiba mais


Resultados pelo País

Além do Ceará, os estado de Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo realizam o cálculo da economia trimestralmente.

 

Para estes locais, o resultado também não foi animador. Com 5,60% de queda, Pernambuco foi onde teve a maior retração trimestral, seguido do Ceará e de São Paulo (-5,50%).

 

Bahia (-1,90%) foi o estado brasileiro que menos caiu no comparativo dos dois trimestres.

 

No segundo trimestre, o resultado cearense (-5,32) havia sido o pior entre os estados, seguido de São Paulo (-5%)

 

Já no primeiro trimestre (1,05) foi o segundo melhor, ficando atrás apenas do Espírito Santo (7,8%).

 

Serviço

Acesse íntegra do estudo http://migre.me/sz7cf

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