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Colônias de férias 12/01/2013

Para empresas de recreação infantil, época de lucrar

Empresas especializadas em recreação infantil aproveitam o período para as colônias de férias
ANDRÉ SALGADO
A administradora Mariana Simonetti e o educador físico Leonardo Aguiar criaram o Grupo de Animação Bambolim
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Leonardo Aguiar é educador físico. Mariana Simonetti, administradora. Além do namoro que, em agosto, se transformará em casamento, o casal compartilha do amor pelas crianças. Há dois anos, Leonardo deixou o emprego de monitor de recreação infantil para abrir, com ela, a própria empresa, o Grupo de Animação Bambolim.

 

A ideia era oferecer aos pais e, especialmente, às crianças uma colônia de férias fora das escolas e creches, como costuma ser, e, sim, dentro de um clube. “A gente tinha a ideia de fazer fora (da escola) para tirar a criança desse ambiente. Vi que seria um projeto que daria retorno”, diz Leonardo.


O valor investido depende da quantidade de crianças inscritas. Segundo ele, muitas mães fazem a matrícula no primeiro dia da colônia. Nesse caso, eles entram com um investimento prévio de R$ 5 mil. “A gente fica até com frio na barriga”, diz. Apesar dos riscos, Mariana afirma que o negócio é rentável, pois eles trabalham o ano inteiro com eventos infantis.


Quando iniciaram as colônias, começaram a surgir convites para eventos diversos: de aniversário infantil à confraternização de fim de ano de empresas. “Acabou virando uma bola de neve do bem”, brinca Leonardo. O casal empreendedor passou a fazer animação em festas, aumentando a renda anual.


Hoje, eles têm uma equipe de 14 monitores, a maioria graduada em Educação Física ou Pedagogia. Segundo Leonardo, esse é um critério de seleção positivo, pois esses profissionais “entendem as fases de desenvolvimento da criança”. O Bambolim oferece colônia de férias em julho, dezembro e janeiro, para período integral e só um turno. Neste mês, eles estão com 75 crianças participando, na faixa de 3 a 14 anos.


O valor de cada festa varia de acordo com o número de convidados e os serviços requisitados.

 

Uma colônia diferente

Diferente da maioria das colônias de férias, a empresa Pa. Brincar não oferece esse serviço em escolas, creches ou clubes, mas dentro do condomínio dos clientes. “Fortaleza tem clubes com colônias muito boas. Então criamos essas colônias personalizadas para nos diferenciar”, explica Wells Pacheco, proprietário da Pa. Brincar.

 

A empresa também faz animação para diversos eventos e oferece um tipo de festa diferente, chamada de “acampando dentro de casa”. “Fazemos um piquenique com barraca no quintal da criança ou na varanda. Quando o condomínio tem quadra, a gente arma a barraca lá”, diz Pacheco, ou melhor, Tio Pacheco.


O Tio Pacheco é educador físico e trabalha com recreação infantil há 15 anos. Já conhecido e requisitado no meio infantil, há cerca de três anos, criou a Pa. Brincar para atender toda a demanda. Hoje, tem três equipes de quatro funcionários. Todos os monitores são profissionais da Educação Física e Pedagogia. “Ministramos um curso de recreação específica, treinamos e capacitamos os nossos funcionários.”


Segundo ele, a empresa é um “bom negócio”. De 2011 para 2012, a Pa. Brincar teve um aumento de 7% na renda. “É um crescimento muito bom, principalmente para o nosso segmento.” O valor de cada evento da Pa. Brincar é personalizado, variando conforme as atrações requisitadas. Mas costuma sair, no mínimo, por R$ 400. “A colônia vai depender da quantidade de crianças. São custos totalmente diferentes”, esclarece.

 

O quê


ENTENDA A NOTÍCIA


Empresas especializadas em recreação infantil investem em colônias de férias neste período do ano. Da mesma forma, colônias de férias recebem convite para animar festas ao longo do ano, conquistando novos clientes.


Dicas


Para montar sua empresa e atrair a criançada

 

1. Você tem de gostar de trabalhar com crianças e buscar se atualizar sempre em relação ao mercado. Se, um dia, a moda é o palhaço Patati Patatá, por exemplo, no outro já pode ser a Galinha Pintadinha.

 

2. O investimento inicial não precisa ser muito grande. O principal produto é a mão de obra, ou seja, os monitores. Os brinquedos são apenas um extra.

 

3.Saiba trabalhar o lúdico. Inventar brincadeiras que estimulem a imaginação da criança é melhor do que qualquer brinquedo caro.

 

4. Respeite a criança. Tente compreender as diferenças de personalidade e não force a nada. Nem toda criança quer brincar.


FONTE: educador físico Wells Pacheco, proprietário da Pa. Brincar.

 

Saiba mais


Trabalhar com crianças requer cuidados especiais. Leonardo Aguiar, do Grupo Bambolim, e Walls Pacheco, da Pa. Brincar, apontam:

 

Atenção triplicada. Ter sempre pelo menos um auxiliar para cada cinco crianças.


Ter uma equipe bem preparada. Investir na especialização dos monitores.

 

Ter alguém só para prestar os atendimentos de primeiros socorros, caso seja necessário.


Fazer uma ficha de inscrição com informações acerca da criança, se é alérgica, o que pode tomar etc.

 

Oferece alimentos frescos e de qualidade.

 

Serviço

 

Grupo de Animação Bambolim

Contatos: (85) 8668 2832 ou(85) 8808 9828

Site: http://equipebambolim.blogspot.com.br/


Pa. Brincar

Contatos: (85) 3046 8400 ou (85) 8826 8487

Site: http://www.pabrincar.com.br

Isabela Bosi economia@opovo.com.br
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