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Tendência 30/12/2012

Setor de alimentos vai seguir encarecendo a vida em 2013

Mesmo abaixo do que deve fechar em 2012, o preço dos alimentos vai continuar pressionando os índices de inflação no País. Este ano, a quebra de safra foi o principal motivo das altas. Próximo ano, questões climáticas podem seguir influenciando o valor dos alimentos
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A farinha de mandioca teve um aumento de 84,90%
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O aumento de demanda de alimentos no mundo, problemas climáticos e encarecimento na logística dão um prognóstico de encarecimento na alimentação em 2013.

 

O mercado estima que os alimentos encerrem o próximo ano com alta média de 6%, o que é considerado alto, mesmo sendo observada uma baixa diante dos 10% estimados para 2012.


De acordo com a prévia do IPCA, o grupo alimentos liderou a crescente dos preços, com índice de 9,84%. Muitos alimentos apresentaram crescentes expressivas, como a farinha de mandioca (84,90%); o arroz (37%) e o feijão carioca (37,74%).


O cenário para a alimentação em 2013 é melhor do que em 2012 por causa da expectativa de que as cotações das commodities retornarem parte das altas registradas este ano.


“Para o próximo ano, tenho dúvidas da magnitude da contribuição de alimentos para inflação, mas deve ser um pouco menos do que esse ano porque a deste ano teve o efeito da quebra de safra de grãos (soja, milho e trigo) nos EUA. Esses produtos afetam a cadeia alimentar porque são insumos para várias empresas. Por exemplo, os produtores de carne são prejudicados porque o milho é um dos principais componentes da ração de suínos, bovinos e aves”, analisa o Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Facundo de Almeida.


O setor varejista projeta bons negócios para o próximo ano. É otimista a expectativa de Vitor Fagá, diretor de Relações Corporativas do Grupo Pão de Açúcar.


“Temos fundamentos econômicos sólidos e que, somados à melhores condições de emprego e renda e uma classe média em ascensão contribuirão para isso. Esse movimento deve ser mantido nos próximos anos e o comércio brasileiro seguirá em uma trajetória de crescimento robusto”, delineia Fagá.


Para ele, o mercado está em franca expansão, no entanto, está cada vez mais competitivo e exigente, o que vai demandar permanente evolução dos modelos de negócios, em busca da crescente fidelização de clientes.


O diretor admite elevação dos custos, o que passa a ser uma das ameaças ao sucesso do setor. “Estamos sendo exigidos mais foco nos ganhos de eficiência e redução de despesas, área que temos atuado fortemente.”

 

Construção e turismo

O economista, consultor e professor universitário, Lauro Chaves, prevê que a intensificação de obras para grandes eventos esportivos no Brasil deve onerar os setores de construção civil e turismo.

“Próximo ano será um ano de grandes obras de mobilidade urbana nas 12 sedes da Copa do Mundo e de um novo ritmo para obras de infraestrutura com potencial de influenciar nas eleições presidenciais. Assim, a cadeia da Construção Civil terá um potencial incremento elevado no nível de inflação”, comenta.


Conforme Chaves, o turismo seguirá com demanda agregada impactada pela chamada nova classe média formada há bem pouco tempo. (Andreh Jonathas)

 

Números 

 

82% foi o valor atingido pela inflação no Brasil no período de hiperinflação, na década de 1990. Acumulou 4.922% em 12 meses

 

6% É o percentual esperado para o IPCA do setor de alimentos para 2013. Valor é inferior ao apresentado este ano

 

85% foi percentual de alta da farinha de mandioca no País. O feijão carioca cresceu cerca de 37%, assim como o arroz

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