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Renúncia fiscal 30/08/2012

Governo prorroga desconto do IPI de carros

A alíquota do imposto também continuará reduzida para eletrodomésticos da linha branca, móveis e material de construção. No caso dos veículos, será possível comprar com desconto por mais dois meses
JADER PAES, EM 5/4/2011
O desconto do IPI para o carro zero foi prorrogado até 31 de outubro e irá gerar uma renúncia fiscal de R$ 800 milhões
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O governo prorrogou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, eletrodomésticos da chamada linha branca - fogão, geladeira, máquina de lavar e tanquinho -, móveis e materiais de construção, anunciou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


O benefício fiscal da linha branca venceria amanhã e foi estendido para 31 de dezembro. A renúncia fiscal nesse caso, segundo o ministro, é de R$ 361 milhões pelos quatro meses de prorrogação (de setembro a dezembro).


Para carros, onde a renúncia fiscal é maior, o desconto foi mantido por mais dois meses, até 31 de outubro.


No caso de material de construção, a prorrogação vale até o fim de 2013. A renúncia fiscal no próximo ano, com essa medida, é estimada em R$ 1,8 bilhão. Mantega também anunciou a prorrogação até 31 de dezembro deste ano do IPI reduzido para móveis.


Para material de construção, quatro novos produtos (piso laminado, piso de madeira sólida, piso vinílico e drywall) tiveram o imposto reduzido de 5% para zero.


Detalhes

O IPI de veículos foi reduzido no final de maio pelo governo em até sete pontos percentuais, de acordo com o modelo e a cilindrada. No caso dos carros populares, de motor 1.0, a alíquota foi de 7% para zero. Os veículos álcool e flex com motores entre 1.0 e 2.0 tiveram o IPI reduzido de 11% para 5,5% e os modelos a gasolina com motores entre 1.0 a 2.0 tiveram o IPI reduzido de 13% para 6,5%.

 

Os carros nacionais acima de 2.000 cilindradas não tiveram a alíquota do imposto reduzida. A prorrogação anunciada por Mantega vale para todos os modelos, até 31 de outubro.


No caso da linha branca, essa é a terceira prorrogação do IPI reduzido desde dezembro do ano passado, quando o benefício foi concedido.


O IPI dos fogões, que antes era de 4%, foi zerado. As geladeiras tiveram redução de 15% para 5% do IPI, as máquinas de lavar, de 20% para 10%, e os tanquinhos, de 10% também para zero.


Mantega também anunciou a prorrogação até o final do ano do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) do BNDES, com redução dos juros para a compra de bens de capital e caminhões de 5,5% para 2,5% ao ano.


Segundo o ministro, a economia brasileira está em gradual recuperação, mas é preciso continuar dando estímulos. “Quem precisa fazer obras em casa não faz compra imediata. Às vezes, leva de oito a dez meses para gastar. O privilégio vai ser mantido para dar tempo de todo mundo fazer a reforma”, destacou.


Prestação de contas

Para pedir a continuidade do IPI reduzido para veículos, a Anfavea (associação das montadoras) apresentou ao ministério dados que mostram que o benefício criou 2.700 mil novos empregos, aumentou a arrecadação de impostos em R$ 188,4 milhões (R$ 1,7 milhão por dia) e fez subir a média diária de licenciamento de veículos em 25,7%. (das agências)

 

O quê


ENTENDA A NOTÍCIA


O Governo Federal tem utilizado a renúncia fiscal, a redução da taxa de juros e a maior oferta de crédito como política para manter a economia aquecida, em tempos de crise financeira internacional.

 

Números


1,8

bilhão de reais é o valor da renúncia fiscal com a redução do IPI para construção em 2013

 

Impulso ao setor


Indústria promete manter empregos


A redução tributária na venda de veículos deu impulso forte ao setor, que atualmente vende 16,6 mil carros por dia, em média, de acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Esses números animaram o governo a manter a desoneração do setor por mais dois meses, uma vez que a indústria automobilística se compromete a manter o nível de empregos e a repassar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o consumidor.


Segundo Mantega, em média os carros ficaram 4,5% mais baratos. O que não condiz com os preços internacionais, que são bem mais baratos, mas o governo continuará a adotar medidas para a redução de custos e espera que “um dia os brasileiros tenham oportunidade de pagar aqui preços equivalentes aos cobrados lá fora”. (das agências)

 

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