Irregularidades encontradas em projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) motivaram sua extinção em maio de 2001. Depois, a entidade foi recriada. O Banco do Nordeste (BNB) passa pela sua segunda grande crise - a primeira fora na administração de Byron Queiroz (1995-2003). O BNB corre o risco de ser extinto?
Conforme o economista e um dos autores do projeto de criação dos fundos constitucionais, Firmo de Castro, o contexto político e as funções das instituições são outras. "A Sudene é uma autarquia e pode sobreviver morta, ou seja, foi recriada, mas é uma instituição sem validade. Nem legitimidade tem mais. O banco, enquanto instituição financeira, não pode ter esse mesmo caminho, porque está sob as regras objetivas infalíveis do mercado financeira".
Firmo de Castro lamenta o que ele considera uma tentativa de enfraquecer a instituição por interesses políticos. “Já houve quem recomendasse o fim dos bancos públicos e regionais. Na mal fadada administração Byron, houve um exemplo contundente disso, porque retirou o banco do contexto econômico regional, internamente já ficou enfraquecido”, analisa.
O professor da faculdade de economia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e ex-presidente do extinto Banco do Estado do Ceará (BEC), Antônio Carlos Coelho, se diz ser contra bancos públicos.“Os agentes econômicos serão racionais o bastante para, com regras claras e garantia de seu cumprimento, financiar a atividade econômica de um país, de uma região”, defende. (Andreh Jonathas)
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