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Dólar 12/05/2012

Enquanto uns comemoram a alta, outros se preocupam

Benéfica para as indústrias exportadoras, a recente elevação do câmbio da moeda norte-americana deixa preocupadas as pessoas que programaram viagem ao Exterior. Nesta semana, o dólar chegou a R$ 1,96
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DIVULGAÇÃO
O advogado Helvécio Soares só comprou 40% dos dólares


O setor industrial cearense está otimista em relação ao novo cenário econômico, com a recente alta do dólar, que, nesta semana, apresentou uma alta de 1,23%, chegando a R$ 1,96. A elevação, no entanto, desagrada a outros setores. Quem tem viagem programada para o Exterior começa a se preocupar.


Na opinião do presidente do Sindicato da Indústria da Fiação e Tecelagem em Geral no Estado do Ceará (Sinditêxtil-CE), Germano Maia, a notícia é bem-vinda e permite que a indústria têxtil no Estado “visualize oportunidades em relação às exportações do setor”. E acrescenta: “Aliado a isso, o País deve continuar a desenvolver mudanças estruturantes para viabilizar o fortalecimento da indústria nacional”.


Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção de Roupas e Chapéus de Senhoras no Estado do Ceará (Sindiconfecções-CE), Marcus Venícius Rocha Silva, a elevação no câmbio do dólar é benéfica para as exportações, mas é negativa para as indústrias que precisam importar insumos e equipamentos. “Não basta que o dólar suba. É apenas uma atenuante. É preciso que o governo adote medidas que reduzam as importações de produtos têxteis de outros países, realizando mudanças na tributação”, argumenta.


Produtos importados

Ele explica que a principal mudança que deve ocorrer nessa área é que os produtos importados, em vez de serem tributados ad valorem (quando o imposto é calculado em cima do valor da carga) sejam para ad rem (imposto calculado por unidade ou por peso). “Isso colocaria as empresas estrangeiras no mesmo patamar de concorrência com as nossas empresas, aqui no mercado brasileiro. Esse pleito foi colocado recentemente para a presidente Dilma, pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), mas ainda existe uma resistência por parte do governo nesse sentido”.

 

Enquanto as indústrias exportadoras comemoram, o segmento de turismo se ressente do novo patamar do dólar. O advogado Helvécio Soares, de 47 anos, que viaja em agosto para Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos, está preocupado. Vi participar de um curso de inglês, de um mês, e, até o momento, só comprou 40% dos dólares de que irá necessitar. “Ano passado, quando viajei para a Disney, deixei para comprar dólar mais perto, apostando em uma baixa, e me dei bem. Neste ano, não deu certo”, lamenta.


Praticamente na mesma situação está o casal Claes Erik e Roberta Wadner, de 40 e 42 anos, respectivamente. Eles embarcam em julho, com os dois filhos, para 14 dias de férias na Disney, em Orlando, Flórida (EUA). “Quando compramos as passagens, começamos a adquirir os dólares, mas ainda falta bastante”, afirma Roberta. O marido Claes, que é administrador financeiro, já começou a colocar crédito no cartão pré-pago para utilizar na viagem. “Usar o (cartão) pós-pago é complicado. Porque depois teremos que lidar com a fatura, cujos valores estarão em dólar”, diz Claes.

 

O quê


ENTENDA A NOTÍCIA


Apesar de benéfica para as exportações brasileiras, a recente alta do dólar, que já acumula alta de 5% neste ano, é prejudicial para indústrias que dependem da importação de insumos e equipamentos estrangeiros.

 

SERVIÇO

 

Informações sobre taxas de juros e portabilidade de crédito

Confira no site do Banco Central

Site: http://www.bcb.gov.br

Atendimento: 0800 979 2345

Deficiente auditivo/fala: 0800 642 2345

 

Multimídia


A alta do dólar e seus reflexos na economia brasileira foram o “Tema do Dia” na cobertura de ontem dos veículos do Grupo de Comunicação O POVO. Confira


Para escutar - O economista Célio Fernando foi entrevistado pela jornalista Alexandra Souza no programa Revista O POVO/CBN, da rádio O POVO/CBN (AM 1010).


Para ver - No canal do O POVO Online no Youtube (http://www.youtube.com/user/portalopovoonline), você confere o comentário do jornalista Jocélio Leal, editor de Economia do O POVO. Confira também a charge do Clayton sobre o tema. http://bit.ly/LyaHl8


Para ler e opinar - Confira a repercussão do tema entre os internautas na nossa página no Facebook (www.facebook.com/opovoonline) e no O POVO Online.

 

Bruno Stéfano bruno@opovo.com.br
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