A economia cearense cresceu duas vezes mais que a economia nacional no ano de 2011. Essa é a expressão do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), divulgado ontem, pelo próprio BC.
O Ceará fechou o ano passado com alta de 6,1%, frente aos 2,79% do Brasil. O IBC-BR é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de valores de todos os bens e serviços gerados pelo País ou região - que é divulgado em meados de abril.
Segundo o economista e professor universitário, Henrique Marinho, o crescimento local é resultado do desempenho positivo em diversos aspectos, entre eles, a elevada atividade do comércio varejista; o movimento do turismo; o bom desempenho da agropecuária em 2011.
Além disso, Marinho credita o impulso às transferências de renda públicas. “Os benefícios à população dos programas sociais do Governo Federal e da elevação do salário mínimo que vem impulsionando a economia interna do Estado”.
O economista cita ainda os investimentos de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo do Estado e, particularmente, das prefeituras de algumas cidades, inclusive Fortaleza. “Esses investimentos geram empregos, que geram demanda que geram maior crescimento da economia”, analisou Marinho.
R$ 100 bi até 2016
O Ceará vai apresentar um PIB de R$ 100 bilhões até 2016. O último resultado é de 2010, quando a geração de riquezas atingiu cerca de R$ 82 bilhões. Foi a primeira vez, em 50 anos, que o Estado ultrapassou os 2% de participação no PIB nacional, expôs o governador Cid Gomes, ontem, em encontro com integrantes da Associação dos Jovens Empresário do Ceará (AJE-CE).
Cid apresentou os últimos dados do PIB cearense. “Pela seta (indicadores no gráfico), a gente comemora, mas não pode deixar nunca de lembrar o desafio que temos. A população do Ceará é 4,5% da população nacional. Nós estamos vivendo com metade do que a média do País vive de renda. A única forma de ampliar nossa participação é sempre crescer mais que o Brasil, acima da média nacional”, acrescentou o líder do executivo estadual.
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
Mérito maior do que apresentar crescimento econômico é manter este crescimento. Os resultados numéricos em alta têm que ser sentidos pela população na saúde, educação, lazer, ou seja, no bem estar. Se isso não acontecer, de que vale gerar milhões em um PIB?
Números
2,49
por cento foi o crescimento da atividade econômica do Brasil em 2011, segundo estudo do Banco Central
6,1
por cento foi o crescimento da atividade econômica do Ceará em 2011, segundo pesquisa do Banco Central
Andreh Jonathas
andreh@opovo.com.br
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