Não adianta reclamar das tarifas dos bancos. Se você procurou o serviço, terá que pagar algo por ele. Mas também é possível ficar isento de muitos valores e, para isso, é preciso ficar atento a algumas facilidades oferecidas pelas instituições.
O Banco Central determina que os serviços essenciais em contas básicas não podem ser cobrados, como determinada quantidade de saques e fornecimento de cartão. Porém, a necessidade do cliente pode ir além dos serviços gratuitos e para escolher a melhor opção é preciso analisar as vantagens e desvantagens.
O ideal é que o cliente encare qual o custo benefício dos serviços, afirma o presidente do Instituto Brasileiro Executivo de Finanças (IBEF), Luís Eduardo Barros. Ele destaca que, para pedir em troca a redução de uma tarifa, o cliente pode aceitar os cartões de crédito da instituição e optar por fazer mais movimentações.
Outra dica é autorizar débito em conta, que dá garantia do serviço ao banco, e procurar negociar redução de uma taxa em cima disso. Porém, ele alerta que o cliente tem de estar atento para não ser cobrado indevidamente. “O preço da liberdade é a eterna vigilância. Se você não cuidar da sua conta, ninguém vai cuidar”.
A gerente regional pessoa física da Caixa Econômica Federal, Gisele Mont’Alverne, afirma que o preço pago por tarifas depende do relacionamento do cliente com o banco. Quanto mais tempo como cliente, a possibilidade de ter redução nos valores aumenta, assim como a quantidade e os tipos de produtos adquiridos.
O gerente de mercado pessoa física do Banco do Brasil do Ceará, Eduardo Camboin, afirma que algumas das tarifas cobradas podem ser facilmente evitadas pelo cliente. “Muito do que se paga são multas pelo mau uso da conta. Se uma pessoa passa um cheque sem fundo ou estoura o limite do cheque especial, haverá juros altos em cima disso. É necessário gestão e controle da conta corrente”, diz.
Eduardo também alerta os cliente que “esquecem” contas de banco abertas. Ele destaca que, se forem contratados serviços que vão além dos essenciais, eles certamente serão cobrados mensalmente e a pessoa pode acabar se tornando devedora, já que será descontado o valor. Por isso, é preciso ficar atento ao que ficou acordado com a instituição.
Além disso, no caso de pessoas que abrem conta em determinado banco exigido por uma empresa contratante – que não seja a conta-salário – tem de estar atentos para encerrar, caso tenha interesse, após serem desligados do emprego. Isso porque, os serviços cobrados continuam a serem descontados, podendo também gerar dívida.
O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
Não basta reclamar das taxas cobradas pelos bancos. É preciso ir atrás do que estão descontando. Negociar com o gerente e obter outros produtos do banco podem ajudar a reduzir as tarifas pagas pela sua conta.
Gabriela Ramos
gabrielaramos@opovo.com.br
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