Carlos Manso, doutor em Economia e Coordenador de Pesquisas do Laboratório de Estudo da Pobreza (LEP) do Curso de Pós-Graduação em Economia (CAEN) da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Apesar dos avanços observados nos últimos anos, o Ceará ainda agoniza nos contextos socioeconômicos. Além de termos uma das menores rendas per capita do País, estamos entre as unidades federativas mais desiguais em termos de renda e de oportunidades, e possuímos por volta de 18% da população (mais de um milhão e meio de pessoas) vivendo em situação de pobreza absoluta.
Essa realidade que, diga-se de passagem, caracteriza-se pela escassez quase total de renda e pelo pouquíssimo acesso a serviços públicos essenciais como educação, saúde, saneamento, fornecimento de água e energia. Para mudarmos esse quadro, precisamos de políticas públicas focadas no ser humano. O desenvolvimento do Ceará deve passar pelo fortalecimento do cearense. Em um mercado de trabalho com certo grau de liberalização, o rendimento do indivíduo é explicado pela sua produtividade que está associada ao nível educacional que o trabalhador possui.
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