As coisas não andam nada bem no Ceará com relação à renda do trabalhador. É verdade que o desemprego reduziu, caindo de 7,1% (2001) para 6,8% (2009), enquanto que no Nordeste ela se manteve em 8,9% no período e, no Brasil, passou de 9,2% para 8,2% em oito anos.
Mas o problema é a qualidade desse emprego e sua remuneração. O rendimento médio do trabalho no Ceará, que era de R$ 590 em 2001, chegou em 2009 a apenas R$ 684,2. Variação muito aquém se comparada ao rendimento médio no Brasil, que era de, em média, R$ 1.039,4 (2001) e passou para R$ 1.116,3 (2009). No Nordeste, essa renda era de R$ 623,5 em 2001 e aumentou para R$ 743,6.
O supervisor técnico do Escritório Regional do Dieese, Reginaldo de Aguiar, diz que a grande explicação para isso é a falta de uma política de desenvolvimento para o Estado.
“A última foi no governo Virgílio Távora. De lá para cá, os governantes apenas gerenciaram o que tinha. E ela tem sido muito ineficiente no sentido de melhorar o desempenho da economia cearense”, critica. (Rebecca Fontes)
Veja também
Ceará depende muito da previdênciaVeja o jornal de hoje e os cadernos
Copyright © 1995-2012