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Bate-papo com o leitor 25/01/2012 - 01h30

Performance


Teresa Fernandes, repórter do núcleo de Negócios

 

O ano de 2011 foi de crescimento econômico moderado com boas perspectivas de emprego no Ceará, incluindo as 49 mil vagas ociosas, como O POVO mostrou com exclusividade no último domingo. No entanto, a performance no número de novas vagas nem de longe chegou a representar o boom no nível de empregos de 2010.

 

A explicação é simples e usada pela maioria dos analistas econômicos. O ano de 2011 foi bom, mas a base de comparação (2010) foi muito alta. Basta lembrar que naquele ano e também em 2009, o Brasil estava muito bem economicamente e, depois da “marolinha” de 2008, o Governo resolveu incentivar o consumo das famílias.


Foi em 2010 que muitos trocaram seus carros usados por novos, conquistaram o sonho da casa própria e ainda reformaram as moradias e compraram diversos móveis e eletrodomésticos. Ano passado, temendo a tão conhecida inflação que aterrorizou o brasileiro na década de 1980, o Governo adotou medidas restritivas ao crédito, como o aumento da taxa básica de juros.


O arrocho do Governo impactou diretamente nos empregos. Desde o final do ano, o Governo percebeu que a medida não era satisfatória e voltou a reduzir os juros.

 

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