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Protesto em Fortaleza 27/08/2013

Médicos estrangeiros são hostilizados durante protesto em Fortaleza

O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Médicos do Ceará em frente ao local onde os estrangeiros participavam de solenidade
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Liana Costa cotidiano@opovo.com.br
FOTO: IGOR DE MELO
Os profissionais estrangeiros - entre eles, 79 cubanos - participavam de solenidade de acolhimento organizada pelo Ministério da Saúde. Eles saíram do local sob gritos de 'incompetentes' e 'escravos'
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Sob gritos de “escravos” e “incompetentes”, um grupo de 96 médicos estrangeiros inscritos no programa Mais Médicos, do Governo Federal, foi hostilizado, na noite de ontem, durante um protesto organizado pelo Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) em frente à Escola de Saúde Pública, no bairro Meireles. Os profissionais estrangeiros - entre eles, 79 cubanos - participavam de uma solenidade de acolhimento organizada pelo Ministério da Saúde (MS).

> Médicos brasileiros xingam cubanos; veja vídeo

“Isso é uma palhaçada. Como se aprende medicina, português e legislação do SUS (Sistema Único de Saúde) em três semanas?”, comentou o presidente do Simec, José Maria Pontes. Segundo o médico, o protesto não era contra a vinda de médicos estrangeiros, mas a favor da aplicação do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida). “Como eles vão exercer a medicina sem comprovante da prática médica?”, indagou.


O protesto, que teve início por volta das 18 horas, levou a equipe de segurança da Escola Pública de Saúde a trancar as portas do prédio, impedindo o acesso dos manifestantes. Os médicos estrangeiros e representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) permaneceram por cerca de meia hora encurralados dentro do local. Viaturas da Polícia Militar (PM), incluindo equipes do Batalhão de Choque, acompanharam a saída dos profissionais.


O secretário de Estratégia e Participação do MS, Odorico Monteiro, classificou, durante a cerimônia, a resistência à vinda de médicos estrangeiros como um “ato de xenofobia”, ressaltando que os protestos não se direcionavam aos profissionais, mas ao “programa ousado” do Governo Federal.


“Não estamos aqui para ganhar muito dinheiro. Viemos para fazer solidariedade e melhorar as condições de vida da população e os indicadores da saúde pública brasileira. Só isso”, ressaltou o cubano Juan Hernandez. O médico, que já trabalhou em 1999 no município de Sobral, contou que, na época, foi bem recebido pelos profissionais brasileiros.


Curso preparatório


Os profissionais estrangeiros e brasileiros formados no exterior participaram ontem do primeiro dia do curso intensivo de preparação e avaliação coordenado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e pela Escola de Saúde Pública. O curso, que terá duração de três semanas, ofertará aulas de língua portuguesa, saúde pública, estratégias de atenção primária e código de ética médica.


Após a preparação, os médicos considerados aptos deverão começar a trabalhar em 16 de setembro. Segundo o titular da Sesa, Arruda Bastos, cerca de 60 municípios cearenses devem receber profissionais do Mais Médicos.

 

Serviço

Para saber mais sobre o programa Mais Médicos

http://migre.me/fRY2Fl

 


Saiba mais

 

Foi publicado ontem no Diário Oficial da União um decreto estabelecendo que a carteira profissional do médico estrangeiro deverá conter uma “mensagem expressa” vedando, no Brasil, práticas médicas que não estejam previstas no programa.

 

O Ceará, segundo o Ministério da Saúde, deverá receber 143 profissionais do programa, sendo 111 brasileiros, seis estrangeiros e 26 cubanos.

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espaço do leitor
Denison 01/09/2013 17:13
Foi uma falta e respeito com os Cubanos. Médicos brasileiros cheio de mimo não sabe o quanto a vida é dura, pois estão mais uma vez mostrando que são monstrinho acobertados pelo sistema. talvez quando o cidadão brasileiro for ao posto de saúde busca atendimento possa ser tratado com gente.
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Denison 01/09/2013 17:12
Foi uma falta e respeito com os Cubanos. Médicos brasileiros cheio de mimo não sabe o quanto a vida é dura, pois estão mais uma vez mostrando que são monstrinho acobertados pelo sistema. talvez quando o cidadão brasileiro for ao posto de saúde busca atendimento possa ser tratado com gente.
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Abaixo o mais médicos 01/09/2013 05:57
Em qualquer país é exigida revalidação do diploma de medicina. Por que no Brasil diferente? e por que apenas para os médicos que vão atender no SUS? Vamos institucionalizar uma qualidade de medicina para o rico e outra para o pobre? E sobre os direitos trabalhistas, por que não assinar a carteira?
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Rosi Alves 31/08/2013 21:11
- Srs. médicos cubanos, SEJAM BEM-VINDOS !!!....conheci pessoas que se trataram de vitiligo em Cuba...precisamos sim de mais médicos. Condições de trabalho é obrigação é o governo, impostos são para essa finalidade.
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LUIZA 31/08/2013 08:56
Um país socialista não vê sentido em defender MERCADO, mas em defender a VIDA. Os médicos e o povo brasileiro só tem a aprender com os cubanos!
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