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IFCE 19/06/2012

Greve chega a 20 das 23 unidades do Instituto Federal

Greve de professores e técnicos do IFCE foi deflagrada no último dia 14. Apenas três campi ainda não aderiram ao movimento, segundo Sindsifce. Paralisação põe em xeque processo de matrícula para próximo semestre
EDIMAR SOARES
Servidores em greve querem reestruturação da carreira, reposição de 22,08% dos vencimentos, entre outros benefícios
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Chega a 20 das 23 unidades do Instituto Federal do Ceará (IFCE) a greve de professores e técnicos-administrativos do Instituto. Em assembleia ontem, os servidores deliberaram sobre os chamados serviços inadiáveis que serão mantidos durante o período sem aulas.

 

De acordo com David Moreno, membro da diretoria do Sindicato dos Servidores do IFCE (Sindsifce), entre os serviços que não vão parar estão a manutenção dos laboratórios com animais, pagamentos da folha, de bolsistas e terceirizados, e realização de pregões iniciados.


O professor Venício Soares, da diretoria do Sindsifce, explica que o movimento grevista foi iniciado no último dia 14. Segundo o Sindsifce, apenas os campi de Acaraú, Aracati e Baturité ainda não definiram quando vão parar. As assembleias estão marcadas para a próxima semana nos três campi.


Segundo Venício, as principais reivindicações dos servidores dizem respeito à reestruturação da carreira, reposição de 22,08% dos vencimentos, corrigindo valores da inflação, e reposição do quadro pessoal, garantindo “expansão com qualidade”. “Há uma precarização na expansão. As unidades estão sendo construídas com contrapartida da prefeitura, que cedem terreno em qualquer lugar”, argumenta o professor.


Impactos da greve

A greve nos institutos federais em todo o País coincide com o início do período de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), sistema que dá acesso a vagas do ensino superior. Na avaliação de Venício, haverá esvaziamento da procura pelo IFCE. “Seria mais plausível que a matrícula só fosse feita quando voltasse a funcionar. Vai ter uma revoada grande, porque ninguém vai querer se matricular em uma instituição em greve”, projeta.

 

O reitor do IFCE, Cláudio Ricardo, informa, por meio da assessoria de comunicação, que o calendário de matrículas do Sisu “não será impactado pela paralisação”. Ele diz considerar justa a reivindicação dos servidores, mas ressalva que a negociação está sendo feita entre o Governo Federal e os sindicatos.


A estudante de Gastronomia de Baturité, Renata Andrade, conta que os alunos do campus ainda esperam a definição dos professores pelo início da greve. Ela lembra que o calendário, já atrasado, deve ficar mais prejudicado com a nova greve. “A gente já esperava (pela greve), mas não deixa de desestimular”, lamenta Renata.


Para o aluno do curso de Agronegócio de Limoeiro do Norte, Luiz Mendes, os servidores deveriam programar as paralisações de forma a não causar tantos transtornos aos alunos. “Tem gente que depende da formatura para assumir um emprego. Deveria ter método mais racional para isso”, defende.

 

Por quê

ENTENDA A NOTÍC


Por enquanto, inscrição no Sisu é apenas pela Internet, mas a matrícula presencial ocorre entre os dias 29/06 e 02/07. No impasse entre servidores e governo, saem perdendo os alunos, que já convivem com calendário atrasado por greves de anos anteriores.

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espaço do leitor
Ialuska Guerra 19/06/2012 19:00
Vejam só, temos alunos que apoiam a greve apesar das dificuldades mas a mídia nunca publica nada nesse sentido, só coloca a fala dos alunos que lamentam. Também pouco se referem aos problemas enfrentados pelos professores só focam no "famoso prejuízo" dos alunos.
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emorais morais 19/06/2012 19:00
Democratico. Mas,eles nem precisam entrar em greve pois acham que a educacao brasileira eh referencia. busque nos sites de busca por revalidacaode diploma ilegal e fique por dentro dos absurdos dos academicos e das historias dos exilados academicos brasileiros.
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Ialuska Guerra 19/06/2012 19:00
Vejam só, temos alunos que apoiam a greve apesar das dificuldades mas a mídia nunca publica nada nesse sentido, só coloca a fala dos alunos que lamentam. Também pouco se referem aos problemas enfrentados pelos professores só focam no "famoso prejuízo" dos alunos.
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Ialuska Guerra 19/06/2012 19:00
Vejam só, temos alunos que apoiam a greve apesar das dificuldades mas a mídia nunca publica nada nesse sentido, só coloca a fala dos alunos que lamentam. Também pouco se referem aos problemas enfrentados pelos professores só focam no "famoso prejuízo" dos alunos.
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