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Estiagem 12/05/2012

Pouca chuva na região leva carestia à mesa do caririense

Alteração do preço é mais sentida em gêneros de primeira necessidade, a exemplo do feijão. No Crato, valor só baixou quando a mercadoria chegou da Bahia. Juazeiro do Norte recorreu a perímetro irrigado de Pernambuco
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FOTO: IGOR DE MELO
No município do Crato, o feijão chegou a R$ 7,00 o quilo. Reclamações surgem de vendedores e consumidores. Cidades vizinhas vivem situações semelhantes

Os preços dos gêneros alimentícios no Cariri cearense (Sul do Estado) vêm subindo nos últimos meses. Uma das explicações, segundo quem lida diretamente com a agricultura na região, é a escassez de chuvas.

 

De acordo com o coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece), Francisco Alves, em municípios como Jardim, Campos Sales, Salitre, Araripe, Mauriti, Jati e Penaforte, a situação já é uma preocupante realidade.


Em Salitre e Campos Sales, por exemplo, o quilo do feijão já chega a R$ 7,00 o quilo, ou R$ 370,00 a saca. Em Crato, a mercadoria também já chegou a esse preço. E ainda estaria nesse patamar, não fosse a chegada de estoques da Bahia - o que provocou queda no valor.


Na tradicional Feira do Crato, os produtos, em geral, segundo os comerciantes e feirantes, tiveram os preços remarcados para cima. De acordo com o vendedor Manuel Possidônio, dono de uma banca que vende produtos alimentícios e rapadura, os preços vem aumentando, e somente o feijão caiu um pouco.


A situação é confirmada pela feirante Raimunda Simião, para quem frutas e verduras estão mais caros. “O tomate, além de estar um pouco mais caro, caiu a qualidade devido a falta de chuvas que prejudicou a safra deste ano”, afirmou.


Simião afirma ainda que muitos produtos que chegam à feira acabam se perdendo, por falta de comercialização. “As pessoas estão com pouco dinheiro para comprar”, afirma.


Juazeiro do Norte


Em Juazeiro do Norte, no Mercado Pirajá, a situação é praticamente a mesma vivida pelos feirantes e comerciantes de cidades vizinhas.


Segundo o produtor rural José Júnior de Lima, as chuvas foram poucas e prejudicaram a safra. “Com essa falta de chuva, a perda foi quase total”, afirma.


Segundo Júnior de Lima, alguns produtos que chegam a Juazeiro são provenientes do perímetro irrigado de Pernambuco. “A sorte de quem trabalha em perímetro irrigado é que as perdas não passam de cinquenta por cento”, estima o produtor. “Nos outros lugares, a perda foi enorme”.


Ainda em Juazeiro, alerta o feirante José Misael, verifica-se aumento de preços no tomate, feijão e farinha. (Tarso Araújo-especial para O POVO)

 

ENTENDA A NOTÍCIA


O que começou como uma preocupação em relação às safras, chega agora à mesa do cidadão de toda a região do Cariri. O consumidor já sente, no bolso, as consequências da falta de chuva. Principalmente em produtos primários na alimentação.Se quadro não mudar, tendência é que situação piore.

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