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03/02/2012 - 01h30

Romeiros se despedem de Juazeiro do Norte na Procissão das Candeias

Cinco dias depois de peregrinarem até a terra de Padre Cícero, cerca de 350 mil romeiros deixam a cidade. Ontem, houve celebração à luz de vela
FOTOS EDIMAR SOARES
A tradicional imagem de romeiros carregando velas remonta à época em que não existia luz elétrica

Juazeiro do Norte esperou o sol se pôr para acender luzes em homenagem a Maria. No cair da tarde, cintilou mais forte a devoção dos milhares de romeiros e juazeirenses que acompanharam com velas a Procissão das Candeias, encerrando a romaria iniciada domingo.

 

Da Capela do Socorro à Praça do Romeiro, o andor foi seguido por fiéis que preenchiam calçadas e ruas do Centro. Cantando o bendito que louva “a luz que mais alumeia”, a multidão rezava ao “Padim Cícero e a mãe de Deus das Candeias”.


A procissão foi o último ato de um dia dedicado a lembrar a apresentação de Jesus no templo, origem da denominação de Nossa Senhora das Candeias, ou Nossa Senhora da Luz. Segundo a Igreja, somando-se romeiros e juazeirenses, 350 mil pessoas participaram dos festejos.


Como de costume, o último dia de romaria começou bem cedo, com missa na Basílica de Nossa Senhora das Dores. Muitos romeiros tiveram de acompanhar a celebração do lado de fora, sentados nas escadarias do santuário.


Na homilia, dom Fernando Panico, bispo da Diocese do Crato, relacionou a apresentação de Jesus no templo, celebrada pelos católicos ontem, com o direito à vida. “Dizemos não ao aborto. A vida tem valor sempre, em qualquer situação. Deve haver dignidade desde o concebimento”, defendeu o bispo.


Fé tátil


No Horto, é preciso, sobretudo, tatear. Formam-se filas para a passagem apertada embaixo do cajado da estátua do padre Cícero.


Muitos devotos amarram fitas, deixam tufos de cabelos ao pé do monumento, escrevem seus nomes na batina já toda rabiscada – apesar da pintura que recebeu em novembro – e rezam de olhos fechados com testa e mãos encostadas ao monumento.

 

O quê


ENTENDA A NOTÍCIA


Reduto de religiosidade popular conhecido internacionalmente, a cidade de Juazeiro do Norte, fundada pelo padre Cícero Romão Batista, consolida-se, cada vez mais, como importante palco de fé e esperança

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