Era 1994, 95, quando para fazer parte da turma “legal” você precisava ter um boneco oficial de algum dos Cavaleiros de Ouro. A regra mandava ser do seu próprio signo, mas alguns se desviavam desse caminho para montar a armadura dos mais populares. Sou leonino e tudo que eu queria era um boneco do Aiolia de Leão; minha mãe, virginiana, me veio com o Shaka de Virgem para minha completa frustração. Anos depois eu fui entender que o cavaleiro leonino estava esgotado e o virginiano era até mais legal (ele vinha com os olhos fechados, assim como na TV). Essa rotina era minha e de muitas crianças e adolescentes na época do lançamento. Quem não assistia, não tinha assunto com os colegas, podia até se sentir excluído. Quem estudava à tarde não via a hora de chegar em casa e acompanhar o combo Cavaleiros do Zodíaco, Super Campeões, Shurato e Yuyu Hakusho. Quem estudava pela manhã não esquecia de avisa à mãe que tinha de acordá-lo para que se acompanhasse todas cenas a uns 20 cm de distância da TV.
André Bloc, 24 anos, jornalista e fã de Aiolia de Leão e Shiryu de Dragão.
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