Mobile RSS

rss
top pop 23/02/2012 - 01h30

Cada um com seu Oscar

A cerimônia de 2012 é só no domingo, mas a Top Pop dessa semana traz aqueles filmes ou atores que mereciam brilhar mais do que a Academia quis deixar


Bem antes da Top Pop poder irritar com suas listas completamente arbitrárias, o Oscar estava lá enchendo as prateleiras de alguns (que ainda assim fazem cara de surpresa sempre, né, Meryl Streep?) e esnobando outros tantos. Tá certo que o prêmio da Academia não é o líder entre piores indicações e premiados, mas é, com certeza, aquele que mais repercute. Atores medíocres premiados por serem “queridinhos”, atrizes espetaculares em atuações “na média”, filmes financiados por produtores especializados em utilizar meios escusos para somar indicações, tudo vale. Mas vale lembrar que são mais de 80 anos condensados numa tímida lista de cinco itens de um colunista de 24 anos. Há todo um mundo de injustiçados.

 

Charlie Chaplin
Tempos Modernos (1936) e Luzes da Cidade (1931), dois dos maiores longas da história do cinema e ambos protagonizados, roteirizados, dirigidos e produzidos por Chaplin, não receberam sequer uma indicação. Como ator, inclusive, ele só foi lembrado por O Grande Ditador (1940). Um dos mais celebrados astros do cinema não passava de um coadjuvante no Oscar e só acumulou três, dois honorários (1929 e 1972) e um por uma trilha sonora (1952, por Luzes da Ribalta

 

Gwyneth Paltrow
Se não bastasse a falta de carisma e expressividade de Gwyneth ao protagonizar o insosso Shakespeare Apaixonado (1998), ela ainda deixou Fernanda Montenegro, Meryl “Surpresa” Streep, Cate Blachett e Emily Watson na fila

 

Cidade de Deus

Quatro indicações; nenhum prêmio para o filme de Fernando Meirelles. A queixa principal fica com a não indicação a filme estrangeiro em 2003 e Daniel Rezende não ter vencido a disputa pela montagem, que foi para Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei. 

 

Cidadão Kane

Mal de filme vanguardista é esse: ninguém consegue dimensionar quando é lançado. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, revolucionou o cinema, mas só levou o prêmio de melhor roteiro original. 

 

Martin Scorsese

Talvez pior do que bater sempre na trave é entrar para a posteridade por um trabalho que está longe de ser seu melhor. Os Infiltrados é ótimo, mas Scorsese merecia ser lembrado por Taxi Driver, Os Bons Companheiros ou Touro Indomável. 

 

No próximo capítulo
O tema da próxima semana é “Melhores vilões dos games”. Sugestões de selecionados ou outros temas, críticas ou elogios, é só mandar para andrebloc@opovo.com.br. 

0
Comentários
300
As informações são de responsabilidade do autor no:
espaço do leitor
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro a comentar esta notícia.

Mais comentadas

anterior

próxima

Mobile RSS

rss