Folião cearense ainda não prepara a fantasia completa para o Pré. Mas se antecipa para o Carnaval: procura lojas e costureiras, combina com os amigos, fica de olho naquela reserva financeira e se prepara. Uma visita ao Centro da Cidade pode ser proveitoso na pesquisa de preços, e quem sabe na arte de juntar elementos diferentes para fazer uma fantasia inusitada.
Ou há quem se antecipe. O estudante Marcelo Vieira, 23, telefonou para a costureira da mãe, e levou mais dois amigos. “Esse ano a gente vai de mágico, e queria uma roupa daquelas que fosse também mais fresca... Carnaval é sempre tanto calor”, disse, pouco antes de esclarecer que eles extinguiram a camisa branca.
As amigas Raquel Monteiro e Carol Braga também mandaram fazer a fantasia pela costureira. Na tarde da última terça-feira, elas procuravam adereços e outras brincadeiras para completar. “A gente já foi de policial, de noiva”, contava Raquel. “Que é pra ver se arruma um noivo por lá”, emendou Carol. Elas vão pra Olinda com a turma, e apitos, copos luminosos e afins faziam parte da pesquisa da dupla.
A Lídia Sousa, 16, procurava alguma brincadeira para usar em Orós, onde vai passa o Carnaval com o namorado e a família dele. “Lá as pessoas só vão pro mela-mela mesmo”, contou.
Serviço
Phantasias da Ópera
EU VOU
“O Carnaval está chegando e com ele várias idas para compor a melhor fantasia. Como vamos sair em um grupo grande, e estivemos pensando na reação das pessoas, resolvemos optar por famílias da ficção como Flinstones, Jetsons, Chaves e os irmãos Mário Brothers. Temos sempre cuidado com a escolha dos tecidos, o colorido, a leveza e o conforto das fantasias. Depois
da escolha dos personagens e de uma boa costureira e é só cair na folia.”
Desirée Silveira, atriz e diretora da Cia MiDê Alegria
“Adoro me fantasiar sim, e anualmente sigo este ritual no Carnaval (que é onde libero meus demônios e faço da fantasia, a fantasia de ficar bem). Este ano, por exemplo, terei duas fantasias - uma de espanhola com direito a espartilho e tudo mais e outra de tenista. Vale a pena um pouco de conforto no sol ferrenho de Olinda.”
Paulo Sampaio, economista
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