A relação de Letícia Spiller com a comédia na televisão sempre foi muito forte. Desde seu primeiro papel de destaque na Globo, a marcante Babalu de Quatro por Quatro, a atriz tem acumulado personagens com diferentes níveis de humor. Nos últimos anos, eles se tornaram mais recorrentes. Além de participações em séries como Afinal o Que Querem as Mulheres?, Letícia deu vida à perua Maria Eva de Duas Caras e à traída Betina de Viver a Vida. Agora, porém, a atriz precisa investir em sua capacidade de emocionar o público em Salve Jorge, que substituirá Avenida Brasil. Na trama, ela encarnará a sofrida Antonia, uma mulher que precisa se adaptar após sua vida mudar. “Ela vai ter de lutar pela guarda da filha e vai sofrer bastante na mão de uma vilã”, adianta.
Antonia é casada com Celso, de Caco Ciocler, e tem uma rotina estável e cheia de luxos. Só que a família do marido perde todo o dinheiro que tem em investimentos arriscados na bolsa de valores. “Eles não querem abrir mão do conforto que tiveram, então começam a viver como se ainda fossem ricos”, conta. Apesar de sempre ter tido do bom e do melhor, Antonia não é uma pessoa fútil. No passado, fez sucesso como modelo e só abandonou a carreira por exigência do marido. Em meio aos problemas financeiros, ela decide voltar a trabalhar, o que acaba gerando mais divergências. “Ela não quer ser uma ‘dondoca’. Só que a tentativa de voltar não dará muito certo”.
Tráfico humano
Antonia acabará se envolvendo profissionalmente com a “ricaça” Lívia, vivida por Cláudia Raia. Só que, apesar de parecer uma mulher da alta sociedade do ramo da moda que faz filantropia, na verdade, a milionária é uma traficante de pessoas. Lívia enriqueceu com a “exportação” de mulheres prostituídas na Europa. “A Antonia vai cair em uma armadilha e várias coisas sérias vão acontecer a partir daí. Só não tenho muitos detalhes”, conta. O tráfico humano é o tema central da novela de Glória Perez, que abordará universos interligados ao assunto, como a rotina do Complexo do Alemão, favela da Zona Norte do Rio de Janeiro, e a cultura da Turquia, para onde as moças escravizadas são enviadas. (Ana Paula Hinz, do PopTevê)
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