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Pedreiro 13/03/2014

Mulher de pedreiro Amarildo fica frente a frente com PMs acusados

A possível viúva deveria ficar de frente para os PMs acusados, pela primeira vez desde a divulgação que Amarildo foi vítima de tortura
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TOMAZ SILVA/ABR/ABR
Reconstituição do desaparecimento de Amarildo, feita em setembro pela Polícia
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Acompanhada pelo advogado, a doméstica Elizabete Gomes da Silva, de 48 anos, mulher do operário Amarildo de Souza, 43, chegou ao Fórum do Estado do Rio de Janeiro, ontem, para a segunda sessão de instrução e julgamento dos 25 policiais militares acusados do envolvimento no sumiço e morte presumida do ajudante de pedreiro, em julho do ano passado.

 

Segundo o Tribunal de Justiça, ela ficaria de frente para os PMs acusados, pela primeira vez desde a divulgação que Amarildo foi vítima de tortura: “A família não vai desistir. Eu quero que pelo menos os policiais que torturaram o meu marido, que era trabalhador, falem o que fizeram com os restos mortais dele porque quero fazer um enterro digno”, disse Bete Gomes ao chegar ao fórum.


A audiência de instrução e julgamento dos PMs acontece na 35ª Vara Criminal do tribunal. A primeira sessão aconteceu no dia 20 de fevereiro, quando foram ouvidas três das 20 testemunhas de acusação. Ontem seriam ouvidas 20 testemunhas de defesa. Na primeira audiência foram ouvidos o delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios do Rio; a delegada Ellen Souto e o inspetor de Polícia, Rafael Rangel, da mesma unidade.


A mulher e um dos filhos de Amarildo também prestaram depoimento na ocasião. Dos 25 réus, todos eles PMs, 13 estão presos e respondem por tortura mediante sequestro com resultado morte e ocultação de cadáver do ajudante de pedreiro. Doze são acusados de omissão e formação de quadrilha, mas respondem em liberdade.


Na primeira sessão da audiência de julgamento, a 20 de fevereiro, o delegado Barbosa afirmou que o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, major PM Edson Santos, autorizou que seus subordinados torturassem Amarildo atrás do contêiner onde funcionava o posto policial na favela.

 

Falha na apuração

Barbosa acrescentou que “pode haver outros Amarildos” na Rocinha. O delegado foi a primeira das 19 testemunhas de acusação a ser ouvida na primeira sessão da audiência. Admitiu que a investigação falhou à época porque não periciou o local exato onde Amarildo teria sido torturado.

 

Na ocasião, a Polícia percorreu apenas o caminho de entrada, o possível trajeto de saída do morador e a parte interna dos contêineres. Mas, o pedreiro teria sofrido tortura atrás da unidade. Barbosa disse ainda que todos os policiais que aparecem nas imagens levando Amarildo participaram das torturas. (das agências de notícias)

> TAGS: Rio de Janeiro
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