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Desmatamento 13/07/2012

Piores efeitos podem ainda ocorrer na Amazônia

A boa notícia é que há tempo de agir e evitar que espécies de fato desapareçam. A sobrevivência também depende da mobilidade animal
FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR
Estudo aponta que até 2050, podem ocorrer de 80% a 90% das extinções das espécies na região
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Os piores efeitos do desmatamento sofrido pela Amazônia de 30 anos para cá ainda estão por vir. Até 2050, podem ocorrer de 80% a 90% das extinções das espécies de mamíferos, aves e anfíbios esperadas nos locais onde já foi perdida a vegetação. A boa notícia é que há tempo de agir e evitar que elas de fato desapareçam. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista norte-americana Science.

 

Pesquisadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos consideraram as taxas de desflorestamento na região de 1978 a 2008 e levaram em conta a relação entre espécies e área, se o hábitat diminui, é de se esperar que o total de espécies que ali vivem diminua, pelo menos localmente. Acontece que os animais têm mobilidade, podem migrar para locais vizinhos ao degradado.

 

Lá vão tentar sobreviver, competindo por recursos com espécies que já estavam no lugar, de modo que o desaparecimento não é imediato, podendo levar décadas para se concretizar. É essa diferença, que os pesquisadores chamam de débito de extinção, que foi calculada no trabalho. Grosso modo, é uma dívida que teria de ser “paga”, em espécies animais, pela devastação no passado. A ideia por trás do termo é tanto mostrar o que poderia acontecer se, simplesmente, o processo de extinção seguisse o seu rumo, quanto estimar qual pode ser o destino dessas espécies que dependem da floresta, considerando outros cenários de ações.

 

Mas em vez de calcular para toda a Amazônia, os autores mapearam os nove estados brasileiros da região em quadros de 50 quilômetros quadrados, a fim de estimar os impactos locais. Uma espécie pode deixar de ocorrer em uma dada área, mas isso não significa que ela desapareceu por completo. Tanto que a literatura ainda não aponta a extinção de qualquer espécie na Amazônia, explica o ecólogo Robert Ewers, do Imperial College, de Londres, que liderou o estudo. Na pior hipótese, a do business as usual, considera-se a continuidade do modelo da expansão da agricultura; na melhor, que o desmatamento zere até 2020. Em 2050, os pesquisadores estimam que, localmente, nos quadros de 50 quilômetros quadrados, podem desaparecer de seis a 12 espécies de mamíferos, aves e anfíbios em média; enquanto de 12 a 19 podem entrar na conta do que pode ser extinto nos anos seguintes. (das agências de notícias)

 

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A luta contra a destruição da floresta Amazônica desperta o interesse do mundo em virtude dos riscos a que o planeta está submetido. No caso do Brasil,a região torna nosso país privilegiado em termos de recursos naturais.

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