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Educação 11/02/2012 - 17h00

Estudo aponta pouco interesse por cursos profissionalizantes

O trabalho realizado em parceria pelo Senai, CNI e FGV indicou ser ainda pequeno o número de pessoas que procuram cursos profissionalizantes no País
FÁBIO LIMA
O estudo teve como um dos parceiros, o Senai, a maior instituição de ensino profissionalizante do País

Apesar de ter apresentado forte alta nos últimos anos, o número de brasileiros que frequentaram cursos profissionalizantes ainda é pequeno e corresponde a 22,5% da população (com mais de 10 anos). O baixo índice é explicado principalmente pela falta de interesse nesses cursos.

 

As conclusões estão presentes no estudo As Razões da Educação Profissional: Olhar da Demanda, que foi apresentado na última quarta-feira. O estudo foi realizado em parceria pelo Senai, CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).


Os números apontam que aumentou em 83% o número de brasileiros que frequentou cursos de educação profissional no período entre maio de 2004 e setembro de 2010. Nesse intervalo, a porcentagem da população que teve essa formação educacional passou de 14,5% para 24,81%.


A maior alta aconteceu entre os jovens (entre 15 e 29 anos) e principalmente na classe C. A pesquisa mostra que, hoje, 7,99% da população nessa faixa etária e nessa classe social estão cursando educação profissional. Nas classes AB, são 7,13%, na D, 5,55%, e na classe E, 3,85%. “Existe uma onda jovem voltada para a educação profissional”, disse o diretor de educação e tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi.


Em relação aos que não frequentaram esses cursos, 68,8% afirmaram que não sentiram interesse por essa forma de educação. “Esse índice é resultado de uma tradição cultural focada na formação universitária bacharelesca. É uma tradição de 200 anos que leva um tempo para mudar”, disse Lucchesi.


Os outros motivos apontados para não cursar educação profissional são a falta de recursos (14,2%), oferta (10,5%) e outros (6,5%). Dentre os que frequentaram, 92% concluíram os seus cursos. A maior parte desse público (62%) já atua no setor em que buscou essa formação. Os demais vão atrás de cursos por melhor oportunidade de emprego. O Estado onde há um índice maior de pessoas com educação profissional é Roraima (5,62%), seguido de São Paulo (4,77%).

 

Por quê


ENTENDA A NOTÍCIA


Os dados da pesquisa revelam que ainda existe por parte do estudante brasileiro a tradição da busca pela formação universitária bacharelesca, oriunda de uma cultura com mais de 200 anos, e que não se muda em tão pouco tempo, apesar das oportunidades que surgem.

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Comentários
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Sérgio 13/02/2012 11:24
Trabalhar para que se o governo da mesada ao povo?
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Tobias Sales 13/02/2012 08:45
Nosso país segue na contra-mão da educação. Não acho que os cursos sejam caros, porque seus preços se equivalem às mensalidades das faculdades fracas e enganadoras que existem em Fortaleza. De que vale ser "formado", se não se tem qualidade e não se é absorvido pelo mercado de trabalho?
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Elias Caetano 13/02/2012 08:20
Caetano: ACREDITO QUE O MAIOR FATOR A CONTRIBUIR PARA QUE ISSO OCORRA, É PELO FATO DE QUE OS CURSOS OFERECIDOS POR INSTITUIÇÕES PRIVADAS SÃO MUITO CAROS,ENQUANTO QUE OS OFERTADOS "GRATUITAMENTE"PELO GOVERNO SÃO RARAMENTE ACESSÍVEIES A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA.
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alessandra 12/02/2012 16:34
Mas o grande problema è que somos mal remunerado. fato
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