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Greve 09/02/2012 - 01h30

Cortados alimentos e energia para PMs na Assembleia da Bahia

Além do bloqueio de alimentos e eletricidade para os PMs paralisados na Assembleia Legislativa da Bahia, carros no entorno estão sendo guinchados. As greves podem alastrar-se para mais seis estados, incluindo o Rio
MARCELLO CASAL JR./ABR
Policiais militares são barrados por homens do Exército, quando tentavam entrar com água para os demais grevistas que estão no interior do prédio da Assembleia Legislativa

O clima voltou a ficar tenso na manhã de ontem no entorno da Assembleia Legislativa da Bahia, onde estão policiais militares grevistas há quase duas semanas.

 

Responsável pela segurança do local, o Exército Brasileiro mudou a estratégia de atuação e bloqueou a entrada de mantimentos para os manifestantes que estão acampados no prédio desde a semana passada.


O fornecimento da energia elétrica também foi cortado. A comida havia sido liberada terça-feira devido ao avanço nas negociações.


Agora, porém, as forças federais impedem o acesso de alimentos também para as cerca de 300 pessoas que acampam, em apoio aos grevistas, do lado de fora do Poder Legislativo, em Salvador.


As tropas que cercam o terreno estão se movimentando, o que incomoda os manifestantes. O comando da operação também está guinchando carros dos acampados em volta da Assembleia.


Dois helicópteros chegaram a pousar na área de concentração das pessoas, mas logo decolaram, sem que ninguém tenha descido ou subido.


Terça-feira, a Polícia Federal deteve o sargento Elias Alves, um dos líderes da greve. Esse foi o segundo dos 12 mandados de prisão cumprido, expedidos contra comandantes da paralisação no Estado.


Também no mesmo dia, houve reunião entre representantes do Governo estadual e dos grevistas, mas acabou sem acordo. Não há previsão de quando as conversações vão ser retomadas.


Em outros estados


O Governo federal vê risco elevado de que as paralisações de policiais militares se alastrem para mais seis estados. São eles: Rio de Janeiro, Pará, Paraná, Alagoas, Espirito Santo e Rio Grande do Sul.


O Rio é considerado o local mais crítico, inclusive pelo temor de haver cenas violentas às vésperas do Carnaval, daqui a nove dias. A PM do Estado deve decidir nesta quinta-feira se paralisa ou não.


A presidente Dilma Rousseff foi comunicada de que o levante baiano fazia parte de uma articulação nacional para pressionar o Governo a apoiar, no Congresso, a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 300 (PEC) 300.


A proposta estabelece um piso salarial nacional para bombeiros, policiais civis e PMs. (das agências de notícias)

 

E agora


ENTENDA A NOTÍCIA


Ao invés de avançarem nas negociações, Governo do Estado e movimento militar grevista na Bahia dão sinais de endurecimento lado a lado. Agora, com o bloqueio de entrada de alimentos, o Exército parece trabalhar com a tática do cansaço dos militares amotinados

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Comentários
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espaço do leitor
Ezio 09/02/2012 22:06
Quem bota culpa em partido é idiota e desinformado. Tem que punir com muito, muito, muito rigor, sob pena de virar bagunça nacional. Desrespeito geral.
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carlos 09/02/2012 08:05
Isso que o pt se elegeu FAZENDO GREVES POR TODO O PAIS DURANTE DÉCADAS. QUE VERGONHA SR. lulinha.
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f.teles 09/02/2012 05:21
Esse PT, é uma vergonha NAcional.
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