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Tratamento 21/01/2012 - 14h00

Pilates ajuda pacientes com esclerose avançada

Pesquisa mostra que os exercícios ajudam na reabilitação e aliviam as dores no ombro e no pescoço de pessoas com cadeiras de roda. No Brasil, o método já é utilizado como parte do tratamento da esclerose múltipla
KLÉBER A. GONÇALVES
Por ser um trabalho individual, o instrutor percebe com mais facilidade os exercícios adequados a cada paciente

O pilates pode ajudar na reabilitação de esclerose múltipla mesmo em pacientes que estão com sintomas avançados da doença, mostra uma pesquisa realizada na Universidade Queen Margaret, na Escócia. O método, já utilizado no Brasil em alguns casos de esclerose, foi testado para a reabilitação de pessoas que estão em cadeira de rodas devido à doença. A esclerose múltipla afeta a força muscular e o equilíbrio, fazendo com que o doente perca mobilidade.

 

No estudo, a postura e a intensidade das dores e da fadiga (sintomas da doença) foram medidas em 15 cadeirantes, antes e depois de começarem o tratamento com pilates. Outras oito pessoas com sintomas parecidos também foram acompanhadas, porém sem participar das aulas. Ao final de 12 semanas, foi possível observar uma melhora nas dores no ombro e no pescoço dos que tiveram aulas de pilates.

 

No Brasil


Entre os benefícios da prática, a fisioterapeuta Andrea Lotufo, do centro de reabilitação do Hospital Albert Einstein cita a melhora da força, da postura e do equilíbrio. Porém, ela lembra que, se a pessoa faz exercícios inadequados para sua condição, pode sentir uma grande fadiga, própria da doença e até mais forte do que um cansaço normal de quem vai à academia.


A instrutora de pilates Régia Guimarães, 47, atende alunos com esclerose múltipla há cinco anos. Ela diz que o pilates, por ser originalmente um trabalho individual, permite que o instrutor conheça a pessoa e consiga perceber quais os exercícios mais adequados para suas necessidades.


Ela também destaca o uso dos aparelhos como uma forma de fazer com que os alunos se sintam mais acolhidos: “Uma pessoa que não consegue ficar de pé, por exemplo, pode fazer exercícios na cama que simulem o caminhar em um ambiente seguro”.

 

Experiência própria


Uma de suas alunas, Wilma Vieira, 52, descobriu que tinha esclerose múltipla há sete anos. Antes de praticar pilates, ela tentou outras atividades físicas, como fisioterapia e ioga, mas não atingiu o mesmo resultado positivo.


Encontrar uma professora que já havia trabalhado com pessoas com esclerose múltipla foi o que a motivou a começar. Praticante há dois anos, diz que o maior benefício é a diminuição das dores nas articulações que os alongamentos proporcionam.


O que ela mais gosta é de estar deitada e ser alongada por elásticos. Dessa forma, consegue sentir sua flexibilidade aumentando. (Folhapress)

 

O quê


ENTENDA A NOTÍCIA


A esclerose múltipla é uma doença crônica autoimune do sistema nervoso. Acontece quando o sistema imunológico começa a agredir a bainha de mielina, capa que cobre os neurônios, comprometendo a transmissão de impulsos elétricos.

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Comentários
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espaço do leitor
Lívia Matos 23/01/2012 16:57
Olá! Li a sessão TRATAMENTO do dia 22 de janeiro e me interessei, pois minha mãe é portadora de Esclerose Múltipla. Gostaria de saber como faço para entrar em contato com as profissionais citadas no artigo (Andréa Latufo e Régia Guimarães). Grata desde já! Lívia Matos - Fortaleza-CE
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