O quadrilátero delimitado entre as avenidas Abolição e Rui Barbosa e as ruas Nunes valente e Costa Barros, que cercam o Palácio da Abolição, passarão a ser área de segurança permanente do Governo do Estado. Mensagem do Executivo tratando sobre o assunto foi aprovada, na manhã desta quinta-feira, 25, na Assembleia Legislativa.
Conforme a mensagem, a segurança abrange todo espaço físico que ofereça riscos ao governador Cid Gomes, e, em especial, à sede do Governo e à Residência Oficial. A partir de agora, a Casa Militar poderá requisitar, sempre que necessário, apoio logístico e pessoal à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, para manutenção das Áreas de Segurança Permanente e Transitória.
Críticas
A votação da mensagem gerou polêmica entre os deputados. Heitor Férrer (PDT) disse que discordava integralmente da matéria, por entender que cria “um campo de força, que vai da rua Costa Barros até a avenida Abolição”. O parlamentar frisou ainda que a proposta do Governo não especifica a que se propõe.
Já Roberto Mesquita (PV) disse que somente a residência oficial e o Palácio da Abolição deveriam ter segurança permanente. “Considero exagerada essa área delimitada pelo governador”, comentou. Fernando Hugo (PSDB) também se manifestou contrário à mensagem. “É o atestado de óbito da segurança pública”. Para ele, a matéria é “uma ofensa à democracia”.
Augustinho Moreira (PV) afirmou que a proposta faz com que o governador fique isolado dos debates democráticos com o povo, “que precisa do seu governante mais próximo”. Eliane Novais (PSB) observou que a proposição “encastela” o governador, permitindo que ele fique numa área isolada.
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