na Polônia 24/08/2015 - 17h34

Cegos e surdos disputam corrida de carros

Auxiliados por um copiloto, 19 cegos e surdos seguiram pela pista de um aeroporto. 12 deles nunca havia dirigido antes
fotos: AFP PHOTO/JANEK SKARZYNSKI
Por segurança, os instrutores poderiam parar o carro a qualquer momento
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Uma corrida de carros já tem tudo para ser emocionante. E o que dizer quando os participantes do evento não enxergam e não ouvem nada?

Conforme a agência France Press, uma experiência deste tipo ocorreu no início deste mês em um aeroporto polonês.

Na ocasião, 19 cegos e surdos seguiram pela pista, auxiliados por um copiloto (instrutores de autoescolas locais), sendo que 12 deles nunca havia dirigido antes e os demais eram motoristas antes de perderem os sentidos.   

No intuito de evitar uma disputa desigual, aqueles com visão ou audição parcial foram obrigados a usar vendas e fones de ouvido, enquanto completavam as duas voltas cronometradas no circuito.

Antes de viver a experiência de "botar o pé na tábua", os portadores de deficiência treinaram durante dois dias e desenvolveram, junto aos copilotos, códigos de comunicação, por meio de apertões no joelho esquerdo do competidor.  

Nos lados do joelho, o sinal significava "vire" para a direção do toque, no meio dizia para manter a direção reta. Uma pressão aplicada para baixo significava acelerar e para cima frear.

Por segurança, os instrutores poderiam parar o carro a qualquer momento

Por segurança, assim como em aulas tradicionais de condução, os instrutores poderiam parar o carro no momento em que achasse necessário.

"É um sensação estranha. Dá medo. Você não sabe onde está, então seus olhos e ouvidos são os do instrutor. Você precisa confiar totalmente nele", afirmou Kamila Dobrzynska, 30, cega de um olho e parcialmente surda à AFP.

Cego e surdo, Sylwek Slipek se arriscou a dirigir pela primeira vez na vida, contando com o apoio e presença da mulher Kasia, que nasceu cega, no banco de trás.

“Se cegos e surdos podem pilotar um carro, talvez as pessoas possam perceber que eles podem também trabalhar. Talvez nos vejam como pessoas com qualidades", disse Kasia à AFP.

Kamila recebeu o troféu de campeão e Slipek ficou em 6º lugar.

>> Leia mais sobre carros e motos.

Redação O POVO Online

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