troca e reparação 23/03/2015 - 14h24

Número de campanhas de recall bate recorde em 2014 e chega a 120

Em 2013 foram 109 campanhas e, em 2012, foram 67. Os veículos lideram a lista, com 65% do total das campanhas de recall no ano passado
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Em dezembro de 2014, a Nissan anunciou recall de três modelos por problema no airbag. Falha na abertura do item poderia até levar à morte
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O número de campanhas de recall para trocar ou reparar produtos com defeito foi recorde no Brasil, em 2014. Foram 120 campanhas de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 23, pela Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça. Em 2013 foram 109 campanhas e, em 2012, foram 67. Os veículos lideram a lista, com 65% do total das campanhas de recall no ano passado.

Após os veículos automotores (78 campanhas), estão os motocicletas (11 campanhas), produtos de saúde – que incluem medicamentos e cosméticos – (9 campanhas), móveis (3 campanhas) e produtos infantis (3 campanhas). A lista tem ainda eletroeletrônicos, utensílios domésticos, artigos de informática e de esporte e lazer.

Cultura da transparência

A secretária nacional do consumidor, Juliana Pereira da Silva, diz que o aumento dos chamados motivados por defeitos em produtos tem explicações diversas. “Com a criação da Secretaria, tivemos como monitorar de forma mais permanente o que acontece na área de segurança de produtos. Acho também que a cultura da transparência, no caso de defeitos e recalls, começa a crescer no país. A campanha de recall é uma obrigação legal”, disse.

Apesar das campanhas lançadas pelas empresas, muitos consumidores não atendem ao chamado. Entre os motivos apontados pela secretária estão o baixo preço do produto adquirido, período curto de vida útil e a forma como o recall é feito. Em 2013, por exemplo, uma empresa informou os consumidores sobre problemas em uma cadeira infantil e, das 60 unidades afetadas, apenas 2 foram recolhidas.


A secretária Juliana Pereira destaca a importância de atender aos chamados das empresas para garantir a segurança na utilização dos produtos. “É preciso a coparticipação dos consumidores para que esses produtos que estão no mercado e que são inseguros possam ser retirados e subtituídos, reduzindo riscos para a sociedade”, disse.

Os números brasileiros ainda são pequenos quando comparados aos de outros países. Nos Estados Unidos foram 1.580 recalls em 2014, sendo que a lista também é liderada pelos veículos automotores. Nos países da União Europeia, foram 2.755 os chamados para reparo ou troca de produtos.

A partir de agora, a Secretaria Nacional do Consumidor passa a divulgar também o índice de atendimento das campanhas, que retrata a quantidade e percentuais dos atendimentos dos fornecedores aos consumidores afetados por produtos potencialmente nocivos e perigosos. “De um lado as empresas não podem ser furtar à responsabilidade de acompanhar a efetividade dessa campanha e de outro vamos trabalhar na conscientização dos consumidores”.

>> Leia mais sobre carros e motos.

Agência Brasil

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