BRICS 18/07/2014 - 08h18

China não quer hegemonia no grupo, diz cônsul

O cônsul brasileiro André Saboya Martins participou de encontro com a Asssociação dos Jovens Empresários
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Janaína Marques janainamarques@opovo.com.br
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O cônsul brasileiro para comércio e investimentos em Xangai, André Saboya Martins, afirmou ontem, em encontro com a Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE), que a formação dos Brics se dá entre países distintos, mas que o grupo se uniu devido as suas características em comum. “Posso garantir que a China não tem pretensão de ser um país hegemônico dentro do grupo. Na verdade, ela nem está preparada para isso, tendo em vista que é também um país com muitos problemas”, avaliou.


André ressaltou ainda que a China não tem um maior interesse de aproximação em um país específico dos Brics. “Mesmo que Rússia e Índia sejam os dois países mais próximos da China e componham um grupo de potências asiáticas, o Brasil e a África do Sul possuem o mesmo grau de importância para a China”, disse.


Segundo ele, a prioridade de expansão da China está nos Brics, por isso “Brasil e outros países emergentes são prioridades”, especialmente no contexto atual, estando “Europa em crise e Estados Unidos em recuperação”.


O cônsul está em Fortaleza e se reuniu ontem com associados e convidados da AJE, responsável pela organização da Missão Internacional 2014, que levará 20 jovens empresários cearenses, de todos os ramos empresariais, a China. A viagem é do dia 10 a 22 de outubro e está focada em oferecer conhecimento aos empreendedores.


“Queremos que os jovens possam buscar informações, e vejam o que está sendo feito na China e adaptem a realidade brasileira”, frisou André, que mora na China há cinco anos.


Meta

Conforme o coordenador-Geral da AJE, Marcelo Paz, apesar da missão ter como objetivo o conhecimento, “isso não impede os empresários de gerar negócios e divisas, já que eles vão ter a chance de fazer visitas técnicas de difícil acesso”.

 

O Ceará tem como trunfo o couro, um produto de circulação ativa no país asiático. Segundo André, o couro é um produto bem visado entre os chineses, apesar da corrente do comércio entre o Ceará e China ser deficitária.


Já o Brasil vende US$ 17 milhões a mais do que compra da China, fazendo essa corrente ser positiva. “84% das exportações brasileiras é de commodities, especialmente soja, minério de ferro e petróleo”, detalha.


Roteiro

Durante 12 dias, vinte associados da AJE, que estarão na Missão Internacional 2014 na China, poderão conhecer centros comerciais e financeiros, como o Centro Tecnológico Aeroespacial de Xangai, a cidade de Suzhou, conhecida por sua beleza natural de seus jardins e canais, a Zona Piloto de Livre Comércio de Xangai, o Centro de Transporte, o Museu de Planejamento Urbano e o Centro de Incubação de Startups.

 

O empresário Otto Ponte, 25, vai acompanhar a viagem, mas confessa que já visitou a China outras vezes. Ele escolheu o país para aprender mandarim e se especializar em comércio exterior. “Cheguei a morar em Shenzhen, que é uma cidade aberta para o mundo e oculta um pouco a pobreza”, diz.


Segundo Otto, as vilas chinesas, cidades consideradas menores, concentram mais a pobreza do país, que, para ele, está em pleno crescimento.

 

NÚMEROS

 

20

integrantes da AJE participarão de Missão Internacional

 

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