PRESIDÊNCIA DO BANCO 17/07/2014 - 08h28

Dilma: "o Brasil não cedeu porque não tinha, não era dono"

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A presidenta Dilma Rousseff classificou como “completamente satisfatória” a criação do banco e negou que o Brasil tenha “cedido” presidência do novo banco aos indianos. “O Brasil não cedeu porque não tinha, não era dono”, disse ontem em Brasília. Segundo a presidente, o banco do Brics cria uma rede de proteção para os cinco países e muda as condições de financiamento dos integrantes. Ela destaca que as instituições - banco e Fundo de Reservas - foram criadas prezando a equiparação de forças.


Nesse sentido, Carlos Cozendey, secretário de Assuntos Internacionais da Fazenda, explica que a maior parte das decisões do banco será tomada por maioria simples dos votos. “Você tem um projeto, e se tiver mais de 50% dos votos, ele está aprovado”. No entanto, para decisões mais importantes, há a decisão por maioria especial, que está definida por 2/3 dos votos dos membros e por quatro votos dos cinco países membros.


Arranjo

Sobre o Arranjo de Contingente de Reservas (CRA), o embaixador diz que o valor máximo a ser sacado por cada membro será determinado por multiplicador aplicado ao compromisso de cada país.

 

A China terá multiplicador igual a meio, podendo sacar até metade dos seus compromissos (US$ 20,5 bilhões); Brasil, Índia e Rússia terão multiplicador igual a um, podendo sacar montante equivalente a seus compromissos individuais (US$ 18 bilhões); e África do Sul terá multiplicador igual a dois, podendo sacar o dobro de seu compromisso (US$10 bilhões).


O CRA contará com montante inicial de US$ 100 bilhões. Sendo o compromisso da China de US$41 bilhões; Brasil, Índia e Rússia de US$18 bilhões cada um; e África do Sul US$ 5 bilhões.


A eventual liberação dos recursos se dará por meio de operações de swap, pelas quais o país solicitante receberá dólares e em contrapartida fornecerá sua moeda.


O embaixador advertiu ainda que o CRA está sendo concebido para atuar entre os Brics e tem cláusulas de adesão, mas ainda não houve nenhuma discussão sobre como será a expansão. (Janaína Marques)

 

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