DEMOGRAFIA 13/07/2014 - 00h30

42% da população mundial, um imenso mercado consumidor

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul somam 25% do PIB e 42% da população do mundo. Especialistas apontam o potencial desse mercado
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Beatriz Cavalcante beatrizsantos@opovo.com.br
ETHI ARCANJO
Raimundo Padilha, consultor financeiro e Paulo Wrobel, professor de relações internacionais da PUC-Rio
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Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – grupo que compõe a Cúpula do Brics –, representam cerca de 42% da população mundial. Isto significa, em termos econômicos, um potencial muito grande de demanda de consumo entre os países, principalmente se for considerado o fato deles estarem em desenvolvimento. É o que afirma a professora e doutora em Economia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Inez Castro.

Na verdade, quando essa expressão, inicialmente chamada de Bric, foi cunhada pelo financista inglês Jim O’Neill em 2001, o ponto dele era exatamente esse: “escolher países grandes que viriam a comandar o desenvolvimento econômico mundial”, esclarece Paulo Wrobel, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pesquisador do Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Brics.

Ele analisa ainda que os cinco países representam em torno de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo. “Isso tudo quer dizer que esses países associados têm um peso internacional muito grande”. Além disso, Paulo ressalta que, se eles fizerem acordos industriais, a perspectiva de crescimento é “muito boa”.

Acrescido a este aspecto demográfico, tem o fator de, por exemplo, a China ter feito um esforço para tirar milhões de pessoas da extrema pobreza. “Isso representa potencial de consumo por bens de consumo assalariado: alimentos, vestuário, por exemplo”, explica Inez.

A professora ressalta que, enquanto o mundo estava em crise, esses países apresentaram crescimentos econômicos. “A China, de 2000 a 2012 cresceu 10% ao ano, enquanto que a Índia 7%, neste mesmo período. Então, mesmo Brasil, Rússia e África do Sul, enquanto a Europa estava em crise, tiveram um crescimento bastante razoável, o que denota potencial de consumo”. Cerca de 3,5% ano ano, 4,7% e 3,4%, respectivamente.

O consultor financeiro, Raimundo Padilha, analisa que, além do potencial consumidor, também há a geração de negócios. “Principalmente considerando que são países emergentes e têm espaço para crescimento”. Ele diz que a combinação de populações em um processo de renda familiar em elevação tende a aumentar o mercado consumidor e estimular que empresários dos diversos países que compõem o Brics encontrem oportunidades de abrir negócios para suprir essa nova demanda.

Crescimento médio anual da China 10%

Crescimento médio anual da Índia 7%

 

 

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