01/09/2016 - 13h12

IBGE: 8 entre 24 atividades aumentaram preços em julho na porta de fábrica

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Em julho, apenas oito entre as 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação registraram aumentos de preços na porta de fábrica. No mês anterior, houve alta em nove segmentos. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quinta-feira, 1º de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As três maiores quedas ocorreram nas indústrias extrativas (-11,94%), outros equipamentos de transporte (-3,20%) e fumo (-3,20%). Na direção oposta, o segmento de impressão (2,96%) teve o maior reajuste de preços.

As principais contribuições para a deflação de 0,56% no IPP de julho foram das indústrias extrativas (-0,37 ponto porcentual), outros produtos químicos (-0,27 ponto porcentual) e outros equipamentos de transporte (-0,08 ponto porcentual). Os alimentos, por sua vez, subiram 1,73% em julho e evitaram uma queda maior no IPP, com uma contribuição positiva de 0,37 ponto porcentual.

"É o leite, o açúcar e a soja", apontou Manuel Campos Souza Neto, analista do IPP no IBGE.

Bens intermediários

A queda de 1,00% nos preços de bens intermediários na porta de fábrica deram a maior contribuição porcentual para a deflação de 0,56% registrada pelo IPP em julho. A contribuição da categoria foi de -0,56 ponto porcentual, informou o IBGE.

Já os bens de capital ficaram 1,48% mais baratos, uma contribuição de -0,13 ponto porcentual para o IPP de julho.

"Essa é a categoria que mais sofre influência do dólar. Houve destaque dos aviões, que sofrem grande influência do câmbio. O dólar recuou 4,4% só em julho", lembrou Manuel Campos Souza Neto, gerente do IPP no IBGE.

Os bens de consumo subiram 0,35% em julho, devido à ligeira alta de 0,01% em bens de consumo duráveis e aumento de 0,46% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Os bens de consumo tiveram um impacto de 0,12 ponto porcentual sobre a inflação da indústria em julho, proveniente das variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Os bens de consumo duráveis, que ficaram praticamente estáveis, tiveram impacto nulo (0,0 p.p.) sobre o IPP.

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