26/08/2016 - 13h30

IPC-Fipe da 3ª quadrissemana de agosto é o mais baixo desde julho de 2013

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A queda de 0,03% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na terceira leitura de agosto é a mais baixa desde o fechamento de julho de 2013, quando teve recuo de 0,13%, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Segundo Moacir Mokem Yabiku, gerente técnico de Pesquisas do IPC da Fipe, o declínio foi provocado principalmente pela variação negativa registrada em tarifa de eletricidade(de -4,08% para -4,54%) e equipamentos do domicílio (de zero para -0,21%). "Energia elétrica ainda reflete a redução promovida em São Paulo", disse.

Apesar do declínio do IPC na terceira quadrissemana - últimos 30 dias terminados na terça, 23 -, a expectativa é de que o indicador volte a subir. Para Yabiku, os efeitos do alívio na conta de luz devem diminuir e, junto com o grupo Alimentação, pressionem o índice.

Mesmo com essa percepção, a Fipe reduziu marginalmente a projeção para o IPC fechado deste mês de 0,17% para 0,13%. Se a taxa for confirmada, será menor que a de 0,35% registrada em julho de 2016 e também inferior à de 0,56% apresentada em agosto de 2015.

A disputa no fim de agosto deve ficar concentrada entre os dois principais grupos: Alimentação e Habitação, neste último o item de maior representatividade é o de energia elétrica. Segundo o técnico da Fipe, o grupo Habitação pode fechar o mês com queda de 0,52%, bem parecida com a de 0,53% na terceira quadrissemana. Já Alimentação deve saltar de 0,31% na terceira leitura, para 0,82%. "Deve subir mais e provocar o retorno do IPC para o campo positivo", estimou.

Assim como na terceira quadrissemana, Yabiku ressalta que os preços dos alimentos in natura vão pressionar a inflação na capital paulista no fim deste mês. Na terceira medição, este segmento de preços atingiu taxa negativa de 2,61%, na comparação com recuo de 4,93% na anterior. A maior pressão, disse, veio de frutas, cuja variação ficou positiva em 6,00%, depois de 2,77% na segunda leitura. Os principais responsáveis, contou, foram o mamão (30,51%), o limão (28,23%) e a banana (7,28%).

Apesar de ter subido 5,90% na terceira quadrissemana, o leite longa vida deve ter elevação menos expressiva e ajudar a inibir um pouco a pressão de alta das frutas no IPC de agosto, disse o técnico da Fipe. Além disso, o feijão, que já teve queda de 2,97% na terceira apuração - ante alta de 3,85% na segunda, tende a pressionar menos a inflação na cidade de São Paulo, avaliou.

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