14/08/2016 - 09h40

Indústria quer ‘ações reais’ na economia

notcia 0 comentrios

Definido o quadro poltico no Pas, a indstria espera avanos rpidos na agenda econmica do governo federal, com medidas que melhorem o ambiente de negcios. "Estamos num processo de recuperao, que ser lento", disse o diretor de Polticas e Estratgia da Confederao Nacional da Indstria (CNI), Jos Augusto Coelho Fernandes. "A partir da definio do impeachment, precisaremos de aes reais para a economia."

Com mais rapidez na adoo de medidas, acredita ele, o governo conseguir consolidar a incipiente "virada" na atividade econmica. Em junho, o faturamento da indstria cresceu 2%, depois de trs meses em queda, segundo dados da CNI. "Mas o jogo no est ganho", alertou ele.

Foi com essa mesma expectativa que grupos de empresrios estiveram semana passada com o presidente em exerccio, Michel Temer. As prioridades, apontadas por eles e confirmadas pelo prprio governo federal, so a fixao de um teto para o crescimento dos gastos pblicos e a reforma da Previdncia Social.

No entanto, h muito o que fazer no curto prazo para "destravar" a atividade econmica e os investimentos sem esbarrar no problema das contas pblicas. A CNI mapeou 119 propostas de medidas com impacto zero no caixa federal. Alguns pontos coincidem com as prioridades do governo.

Um deles a aprovao, pela Cmara dos Deputados, da lei que acaba com a exclusividade da Petrobrs como operadora dos campos de explorao do pr-sal. Ela abriria espao para a retomada dos leiles de concesso e dos investimentos nessa rea.

No setor de infraestrutura falta, por exemplo, a definio das poligonais dos portos - que so uma definio sobre os limites fsicos dos portos pblicos e, portanto, onde podem ser instalados os terminais porturios privados. "Tem investimentos em terminais j prontos, s aguardando isso", disse o executivo. O governo ainda no definiu as poligonais de portos importantes, como o de Santos (SP), Rio de Janeiro e Rio Grande (RS).

margem do problema fiscal esto tambm as mudanas nas relaes de trabalho, j includas na agenda do governo. "Entre elas, possvel destacar a atualizao da legislao trabalhista, ajustando o regime de trabalho realidade das empresas, inclusive as normas de segurana no trabalho", informou ao Estado o ministro da Indstria, Comrcio Exterior e Servios, Marcos Pereira.

O ministro pretende tambm valorizar as negociaes coletivas. Outras medidas citadas pelo ministro so a simplificao dos procedimentos aduaneiros, o aumento da eficincia do sistema regulatrio e a negociao de novos acordos comerciais.

"Existe uma agenda microeconmica que vamos tocar de forma paralela fiscal", disse o secretrio de Acompanhamento Econmico do Ministrio da Fazenda, Mansueto Almeida. Ela envolve, por exemplo, uma nova legislao para agncias reguladoras e para as concesses, ambas em tramitao no Congresso.

Multas

Passa tambm pela reviso dos ndices de nacionalizao exigidos nos investimentos no setor de petrleo e uma discusso sobre o que fazer com as empresas que assumiram esses compromissos e no cumpriram, ficando sujeitas a multas que somam R$ 90 bilhes, segundo estimativas do setor. Outro ponto o financiamento de projetos em infraestrutura pelos bancos pblicos.

"O grande objetivo da agenda microeconmica aumentar a produtividade, que determina a capacidade de crescer no longo prazo", explicou o secretrio. "Nos ltimos sete anos, no que essa agenda no andou; ela piorou ano a ano, com as intervenes do governo", afirmou ele.

Primeira marcha

Para o ministro Marcos Pereira, a indstria brasileira j engatou uma primeira marcha. "A crise da indstria est perdendo fora e j podemos falar em recuperao", afirmou ele. "O segmento de bens de capital, por exemplo, j apresentou variaes positivas durante todos os meses deste ano."

tambm a opinio do economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero. E ele v sinais de que o varejo vai na mesma direo. Ele espera ainda um impacto da definio do quadro poltico. "Um cenrio menos incerto pode destravar alguns investimentos represados nos ltimos meses", comentou.

J o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), acredita que ainda cedo para dizer se os dados positivos da atividade industrial configuram uma tendncia. "Ainda h interrogaes", disse ele. A principal delas o comportamento do dlar.

Mas, depois da forte retrao de 8,2% registrada em 2015, os dados atuais so "um alento" e permitem projetar, para este ano, uma queda menos forte, na casa de 6,5% a 7%. O economista apenas enxerga alguma chance de crescimento econmico a partir de 2017.

As informaes so do jornal O Estado de S.Paulo

ESTADO contedo

espao do leitor
Nenhum comentrio ainda, seja o primeiro a comentar esta notcia.
0
Comentrios
500
As informaes so de responsabilidade do autor:
  • Em Breve

    Ofertas incrveis para voc

    Aguarde

So utilidades para enriquecer seu site ou blog por meio de cdigos (Tags ou Scripts) que ajudam sua pgina a ser ainda mais informativa

Escolha o Widget do seu interesse

Newsletter

Receba as notcias do Canal Economia

Powered by Feedburner/Google