10/08/2016 - 13h10

Energia recua 3% no IPCA e pode ajudar a conter inflação de agosto, diz IBGE

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A tarifa de energia elétrica ficou 3,04% mais barata em julho, o equivalente a uma contribuição negativa de 0,11 ponto porcentual para a inflação do mês. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,52%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve diminuição na tarifa de energia nas regiões de Curitiba (-11,17%, devido à queda de 13,83% em vigor desde 24 de junho), São Paulo (-5,74%, graças à redução nas tarifas de 7,3% a partir de 4 de julho em uma das concessionárias) e Porto Alegre (-0,29%, devido ao corte de 7,5% em vigor desde 19 de junho). Além disso, houve redução nas alíquotas do PIS/COFINS em dez das treze regiões pesquisadas pelo IBGE.

A conta de luz mais barata fez os gastos das famílias com Habitação recuarem 0,29% em julho. Mas a taxa de água e esgoto ficou 1,09% mais cara no mês, sob influência das regiões de Goiânia (8,77%, devido ao reajuste de 9,10% a partir de 1º de julho), Porto Alegre (5,35%, por causa do reajuste de 11,45% também em 1º de julho), Salvador (1,85%, tendo em vista o reajuste de 9,98% em vigor desde 6 de junho) e Brasília (0,25%, onde o reajuste de 7,95% vigora desde 10 de junho).

Em agosto, a taxa de água e esgoto volta a pressionar a inflação devido ao reajuste de 10,87% em Vitória, a partir do dia 1º do mês. Já a conta de luz deve ajudar a reduzir o IPCA. O indicador ainda absorverá parte da redução na conta de luz de São Paulo, mas também de Belém (-7,5% a partir de 7 de agosto) e Vitória (-12,14%, também em 7 de agosto).

Monitorados

Segundo o IBGE, a inflação de monitorados recuou de uma alta de 0,24% em junho para queda de 0,10% em julho justamente porque foi puxada pela queda na tarifa de energia elétrica. A gasolina também recuou: -0,39%, o equivalente a -0,02 ponto porcentual.

"A gasolina caiu menos do que no mês passado. Mas qualquer variação negativa tende a puxar o índice para baixo", explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

A taxa acumulada pela inflação de bens e serviços monitorados no intervalo de 12 meses desacelerou de 9,92% em junho para 8,55% em julho.

Serviços

A inflação de serviços acelerou de 0,33% em junho para 0,62% em julho, segundo os dados do IPCA. No entanto, a alta não foi consistente, porque foi puxada pelo reajuste de 19,22% no último mês, avaliou Eulina.

"Não podemos dizer que foi uma alta consistente, porque as passagens aéreas são bastante sazonais", afirmou Eulina.

Em junho, as passagens aéreas tinham recuado 4,56%. A alta de julho foi motivada pelo aumento da demanda por conta da Olimpíada.

O movimento fez a taxa acumulada pela inflação de serviços em 12 meses interromper a trajetória de desaceleração: passou de 7,02% em junho para 7,11% em julho.

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