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19/08/2012 - 20h10

CME pretende abrir bolsa de derivativos na Europa

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A Chicago Mercantile Exchange (CME, na sigla em inglês), maior bolsa de derivativos do mundo, planeja se estabelecer na Europa e vai pedir em alguns dias uma licença à Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido (FSA, na sigla em inglês), de acordo com duas pessoas familiarizadas ao assunto.

A iniciativa da CME de atuar diretamente no Reino Unido é parte de seu plano agressivo de expansão além de seu mercado de origem, os Estados Unidos. Trata-se uma revisão de estratégia global de uma das maiores bolsas do mundo.

A nova bolsa, que deve ser lançada no segundo trimestre do próximo ano de acordo com algumas fontes, é um movimento da CME de seguir sua rival, a IntercontinentalExchange (ICE) no mercado europeu de derivativos, e deverá colocar a CME em concorrência direta com a NYSE Liffe.

A licença solicitada pela CME, que permite que suas bolsas possam ser operadas no Reino Unido, seria a sexta emitida pela FSA, mas a única dos últimos cinco anos. Em 2009, o CME - que tinha uma pequena presença em Londres desde 1979 - deu início a um processo de investimentos agressivos na Europa, Oriente Médio e Ásia. Nos últimos quatro anos, a empresa transferiu sua equipe de metais para Londres, lançou a CME Clearing Europe e adquiriu 50% de participação na Bolsa de Dubai.

Embora a CME tenha parcerias com outras bolsas estrangeiras para o desenvolvimento da base de seus produtos e para conquistar a presença global, esta é a primeira vez que ela lança uma operação própria fora dos Estados Unidos. A aquisição da LME poderia ter resultado na obtenção de um uma licença de derivativos, mas a bolsa de Chicago não estava disposta a cobrir o valor de 1,388 bilhão de libras esterlinas que as Bolsas de Hong Kong & Clearing depois aceitaram pagar para a LME, em junho.

A CME vem considerando a criação da bolsa europeia há algum tempo, afirma uma fonte, mas seus planos foram congelados há um ano, quando houve uma guerra de ofertas pela London Metal Exchange (LME, na sigla em inglês), de Londres.

Os maiores mercados estão revendo suas estratégias globais após uma série de falhas que aconteceram em grandes fusões entre bolsas do mundo para conquistar a presença global. A ação da CME de pedir licença ao Reino Unido reforça a importância da criação de uma entidade com regulação local como forma de tentar conquistar presença internacional. Embora traders de todo o mundo possam ter acesso à CME nos Estados Unidos, muitas corretoras preferem operar em uma base regional, seguindo regras locais.

Uma fonte afirma que "ao criar um mercado de trocas europeu, os membros da CME serão capazes de negociar contratos regionalmente relevantes, denominados em moedas locais, em fusos horários relevantes e com potencial de atingir a margem de eficiência na compensação de seus contratos."

A CME criou uma entidade britânica legal para fazer compensações na Europa depois que ficou claro que os consumidores na região se sentem mais confortáveis fazendo compensações em uma empresa com regulamentação local. As informações são da Down Jones.

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