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demanda 23/08/2016 - 22h19

Companhias aéreas deverão fechar 2016 com queda de 10% na demanda

O setor da aviação, apesar de ter demorado a reagir à crise, tem passado por seu pior momento este ano. A perspectiva de recuperação fica para 2017
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Anderson Cid andresongurgel@opovo.com.br
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A demanda por voos domésticos nas empresas aéreas brasileiras teve queda de 6,49% no mês de julho em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com divulgação feita pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) na manhã de ontem, 23.

Segundo Eduardo Sanovicz, presidente da Associação, a perspectiva é de que 2016 encerre com retração de cerca de 10% frente aos números de 2015, com uma recuperação do setor devendo acontecer apenas no final de 2017.

“As empresas estão reconhecidamente perdendo dinheiro, apesar de estarem voando com aviões cheios”, ele conta. Isso porque, com as variações cambiais e outros custos relacionados ao agravamento da crise econômica, o nível de aproveitamento de assentos necessário para atingir uma rentabilidade boa torna-se inviável para as empresas.

Um dos agravantes do problema é a queda no número de aeroportos atendidos pelas companhias aéreas: em dezembro de 2010 eram 130 aeroportos, número que caiu para 110 em dezembro de 2015, em uma redução de cerca de 15% em cinco anos.

Como efeito disso e das demais dificuldades, o número de aeronaves disponíveis tem caído nos últimos meses. Eduardo diz que o cálculo aproximado é de que haja diminuição de entre 48 e 51 aeronaves no Brasil, o que representa cerca de 10% da frota no País.

Maurício Emboaba, consultor técnico da Abear, diz que não há perspectiva desse cenário ser revertido tão cedo, visto que, quando o setor aéreo começar a se recuperar, a primeira medida que as companhias deverão tomar é aumentar as horas de voos exigidas para cada aeronave, em vez de trazer outras para o mercado. No entanto, essa estratégia, apesar de poder ser adotada em uma adequação rápida, só poderia ser executada a uma proporção de cerca de 10% ou 15%.

LADO POSITIVO
Maurício conta que os resultados do setor aéreo só passaram a decair este ano, o que é positivo considerando que o ano de 2015 registrou queda no Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, a recessão no País foi de 3,8%, enquanto a demanda por voos domésticos teve alta de 0,87% na comparação com o ano anterior.

Parte do motivo de isso ter acontecido, ele diz, é que com os efeitos da crise as companhias tiveram o esforço de não deixar o aproveitamento de assentos ofertados nos voos cair através de uma baixa nos preços dos bilhetes. “Isso porque o maior prejuízo é decolar com assento vazio”, explica. O resultado é que, apesar da queda na demanda, o setor mantém índices positivos de taxa de aproveitamento, que em julho deste ano chegou a 84,59% nos voos domésticos.

No horizonte da recuperação do cenário econômico, ele conta que será possível também recuperar o número de aeronaves atuantes no Brasil:“É importante para o consumidor e o investidor entenderem que, assim que ficar perceptível uma retomada da atividade econômica, temos todas as condições técnicas e operacionais de ter aeronaves de volta aqui para atender a demanda”.

OUTROS NÚMEROS
A demanda por viagens internacionais, considerando as empresas brasileiras, teve recuo de 4,26% em julho deste ano frente a julho de 2015, na quinta queda mensal consecutiva. A oferta de bilhetes diminuiu ainda mais, a 7,71%, fazendo com que o aproveitamento crescesse 3,09 pontos percentuais, chegando a 86,02%.

No entanto, a demanda no mercado internacional teve queda consideravelmente menor na comparação entre o acumulado de 2016 até o momento e o de 2015 considerando o mesmo período, registrando queda de 1,89%. Além disso, o número de passageiros teve aumento nessa mesma comparação, com crescimento de 1,51%.

O mercado doméstico de transporte de carga é o que teve a variação mais expressiva, com retração de 9,37% na diferença entre o acumulado deste ano até o momento e o do ano passado até julho. Considerando os voos internacionais desse setor, no entanto, há variação positiva de 1,44% no período.

No mercado doméstico, a Gol lidera na participação de mercado considerando passageiros-quilômetros viajados, com 36,87%, seguida pela Latam (35,61%), Azul (16,46%) e Avianca (11,06%). Nos voos internacionais, a Latam se mantém confortavelmente no topo, com 77,9%, e seguida pela Gol, com 12,63%.


NÚMEROS
Cerca de 8,1 milhões de viagens domésticas em julho

6,49% é a diminuição da demanda em voos domésticos entre jul/2015 e jul/2016

12 é o número de meses consecutivos em que há essa queda

84,59% é a taxa de aproveitamento de assentos em julho

697,5 mil é a quantidade de viagens internacionais em julho

4,26% é o quanto diminuiu a demanda em voos internacionais entre jul/2015 e jul/2016

5 é o número de meses consecutivos em que há essa queda


PARTICIPAÇÃO DE MERCADO NOS VOOS DOMÉSTICOS (Acumulado de janeiro a julho de 2016)

GOL – 36,14%

LATAM – 35,6%

AZUL – 17,1%

AVIANCA – 11,16%

PARTICIPAÇÃO DE MERCADO NOS VOOS INTERNACIONAIS (Acumulado de janeiro a julho de 2016)

LATAM – 78,28%

GOL – 12,70%

AZUL – 8,94%

AVIANCA – 0,08%

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