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queda 08/07/2016 - 20h59

Mercado imobiliário de Fortaleza deverá fechar 2016 com R$ 2 bilhões em vendas

Há queda tanto na quantia comercializada quanto na quantidade de unidades vendidas. A perspectiva, porém, é de que o segundo semestre mais do que dobre as vendas do primeiro, que somaram R$ 900 milhões.
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Anderson Cid andresongurgel@opovo.com.br
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O mercado imobiliário em Fortaleza deverá fechar o ano de 2016 com cerca de R$ 2 bilhões em vendas, de acordo com análise feita em cima dos dados já disponíveis referentes ao balanço do primeiro semestre do ano. As informações foram apuradas pelo setor de inteligência da Lopes Immobilis e apresentadas na manhã de ontem, 8.

O apurado é que o Valor Geral de Vendas (VGV) acumulado do primeiro semestre do ano no setor tenha sido de aproximadamente R$ 900 milhões.

Ricardo Bezerra, sócio-diretor da imobiliária, explica que os resultados no segundo semestre do ano costumam sempre ser mais positivos do que os do primeiro e que portanto isso significa que esse número será maior para os próximos seis meses, alcançando a faixa de R$ 2 bilhões – ou, possivelmente, até a ultrapassando.

O número de R$ 900 milhões é 28% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 1,255 bilhões, e 34,4% menor do que o de 2014, que foi de R$ 1,331 bilhões. A queda está relacionada à menor disposição para compra do consumidor com a menor disponibilidade de crédito e maior taxa de desemprego.

A queda no valor total, no entanto, difere daquela observada entre a quantidade de unidades comercializadas em 2015 e 2016, que foi de 41% (de 2.392 para 1.411). Segundo a Lopes, essa diferença se dá por conta do perfil dos imóveis vendidos, que este ano foram, em média, de segmentos mais altos e preços maiores, puxando o VGV do período para cima.

As informações foram apresentadas durante o Flash Imobiliário da Lopes Immobilis, evento fechado que acontece a cada três meses para divulgar informações sobre o mercado local e antecipar o que há por vir. Os dados compilados são relativos às 60 maiores construtoras.

Houve redução de 2,8% no número de construtoras que conseguiram vender um imóvel durante o mês. Além disso, aumentaram em 5% as que não chegaram a vender qualquer unidade. Por outro lado, foram observados aumentos de 12% entre as que venderam entre 3 e 5 unidades e de 22% entre os que venderam acima de 5 imóveis.

Com relação à área, o segmento que mais vende atualmente é o de 50 a 69 metros quadrados, com um total de 54 unidades vendidas no mês, frente a 31 unidades entre os de 70 a 89 e mais 31 unidades entre os de 90 a 109. O grupo compreendendo imóveis com acima de 130 metros quadrados foi responsável por 23 unidades vendidas.

Um segmento que, segundo Ricardo, promete voltar a atuar com força em 2017, quando o mercado voltar ao ritmo em que estava antes da crise, é o de segunda moradia. Ele considera que o balanço do trimestre para o setor, que foi de R$ 420 milhões no estado, é pouco comparado com o que se pode esperar desse segmento.

No segmento de segunda moradia, o mês de junho começou com estoque de 532 unidades. As vendas tomaram 19 dessas, mas houve também 10 casos de distrato, fazendo com que o mês terminasse com 523, apenas nove a menos. A maior concentração do estoque se encontra no Porto das Dunas (200), Cumbuco (180) e Aquiraz Riviera (121).

LANÇAMENTOS

O mercado tem desacelerado sensivelmente na comparação entre 2015 e 2016 no que diz respeito a lançamentos, com uma baixa de 66% no número de novos empreendimentos lançados (de 12 para 4) na comparação entre o acumulado do primeiro semestre de cada ano.

O número de unidades lançadas teve queda de 77%, de 1.720 para 389. A queda no VGV é de 74%, diminuindo de R$ 935 milhões para R$ 243 milhões.

Segundo Ricardo Bezerra, a perspectiva é de que o mercado volte a lançar expressivamente em meados de 2017. No entanto, já é possível esperar sinais de recuperação no segundo semestre deste ano.

DESCONTOS

A média de descontos ofertados no mercado em junho foi de 10%, frente aos 13% do mês anterior. Esse número é calculado a partir da comparação entre VGV das tabelas das construtoras e o VGV de contrato, considerando a diferença como o valor descontado nas vendas. O maior desconto praticado foi de 23%.

RANKING DAS CONSTRUTORAS

A Moura Dubeux foi a construtora com maior faturamento tanto no ranking trimestral encerrado em junho quanto no primeiro semestre do ano, respectivamente com saldos de R$ 35 milhões e R$ 77 milhões.

O maior crescimento entre o primeiro e o segundo trimestre do ano foi observado na Mota Machado, cujo VGV ampliou 139%, indo de R$ 23 milhões para R$ 32 milhões entre os dois períodos. O salto tem relação com o andamento da Megastore, que a construtora está promovendo no shopping Iguatemi até o fim do mês de julho, ofertando descontos e facilidades nas compras.

Ricardo Bezerra pondera que, apesar de sempre haver aqueles que vendem mais, os números do trimestre revelam que a diferença entre as dez primeiras colocações é pequena e por isso todas as construtoras que figuram no ranking apresentaram bons resultados.

RANKING DAS CONSTRUTORAS COM MAIOR VGV NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2016    
Os maiores VGVs
1- Moura Dubeux - VGV de R$ 77 milhões
2- Novaes Engenharia - R$ 62 milhões
3- BSPAR - R$ 59 milhões
4- Mota Machado- R$ 55 milhões
5- Diagonal - 55 milhões
6- C. Rolim - 49 milhões
7- Colmeia - 48 milhões
8- Magis - R$ 44 milhões
9- Helbor - R$ 41 milhões
10- Marquise - R$ 40 milhões

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