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Instituto Aço Brasil 09/06/2016 - 09h02

Consumo de aço vive retrocesso

O consumo aparente projetado para 2016 é de 18,2 milhões de toneladas, queda de 14,4%, voltando ao patamar de 2007
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Depois de reduzir o quadro em 29.740 pessoas no biênio 2014 e 2015, a previsão do setor é fechar o 1º semestre do ano com quase 11,3 mil demissões e um total de cinco altos fornos parados. A indústria brasileira do aço vive a pior crise da sua história.

A previsão do Instituto Aço Brasil é de que a produção de aço – estimada em 31,0 milhões de toneladas- seja 6,8% menor este ano do que em 2015, enquanto as vendas recuem 10,0%, totalizando 16,4 milhões de toneladas. O consumo aparente projetado para 2016 é de 18,2 milhões de toneladas, queda de 14,4%, voltando ao patamar de 2007.

No acumulado de janeiro a maio de 2016, a produção brasileira de aço bruto foi 13,2% inferior do que no mesmo período de 2015, totalizando 12,3 milhões de toneladas, segundo o Instituto Aço Brasil. Já as vendas internas de produtos siderúrgicos caíram 18,4%, chegando a 6,7 milhões de toneladas. O consumo aparente de aço no País foi de 7,4 milhões de toneladas, o que representa redução de 25,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os indicadores refletem a convergência de fatores conjunturais e estruturais. No plano conjuntural, o cenário político-econômico nacional foi determinante para que os principais setores consumidores de aço: automotivo, construção civil e de máquinas e equipamentos registrassem quedas sucessivas em seus resultados, encolhendo substancialmente o mercado interno de aço. No plano estrutural, a manutenção das assimetrias competitivas evidencia ainda mais as dificuldades que a indústria nacional tem historicamente de concorrer com seus competidores internacionais.

A exportação, no curto prazo, é o único caminho para melhorar o grau de utilização de capacidade instalada na ordem de 60%. Mas o setor convive com excedentes de capacidade produtiva internacional que ultrapassam 700 milhões de toneladas que levam a práticas predatórias e desleais de comércio e preços depreciados.

Além disso, as assimetrias competitivas, principalmente devido aos elevados custos financeiros e aos resíduos tributários, não tem permitido que as empresas obtenham retorno financeiro das exportações.

É fundamental que, nesse contexto, o governo invista em mecanismos de defesa comercial ágeis e eficazes, não reconheça a China como economia de mercado e contribua para o aumento da competitividade da indústria do aço brasileira. Para aumentar essa competitividade é preciso reestabelecer alíquota do Reintegra em 5%, conforme previsto no parágrafo 2º, art. 22 da lei 13.043/2014. Ou seja, alíquota que compense os resíduos tributários. Tais ações são fundamentais para a sobrevivência da indústria do aço brasileira.

 

Redação O POVO Online

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