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Setor de Granitos 02/06/2016 - 11h07

Atração de indústrias deve impulsionar US$ 100 milhões na pauta de exportação

Se a atração destas empresas se concretizar, um investimento estimado em R$ 400 milhões, a expectativa é de que toda cadeia produtiva do setor se expanda e o Ceará, que hoje é o terceiro maior exportador de rochas ornamentais do País, alcance, em pouco tempo, a segunda colocação
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Irna Cavalcante irnacavalcante@opovo.com.br
Foto: Evilázio Bezerra/O POVO
Em todo o mundo, o investimento do grupo este ano deve passar de US$ 1 bilhão
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Empresários do setor de granitos visitaram ontem a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE). Vinte deles já assinaram protocolo de intenções para se instalar na nova área de expansão da poligonal. Se a atração destas empresas se concretizar, um investimento estimado em R$ 400 milhões, a expectativa é de que toda cadeia produtiva do setor se expanda e o Ceará, que hoje é o terceiro maior exportador de rochas ornamentais do País, alcance, em pouco tempo, a segunda colocação.

“A parte que hoje é extraída em blocos e transportado para o Espírito Santo, caso fosse industrializado localmente já agregaria em torno de US$ 100 milhões anualmente às exportações estaduais”, afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagram- CE), Carlos Rubens, lembrando que hoje o Ceará já responde pela extração de algo em torno de 8 mil m3 de rochas por mês.

Do grupo que visitou o local, a maioria tem base no Espirito Santo – estado que responde por 90% da exportação do setor no País –, mas que já possui jazidas de extração no Ceará. O esforço agora é para que este material passe também a ser beneficiado localmente.

“Muitos deles já estão no Ceará, extraindo blocos e levando para o Espirito Santo, portanto, atravessando metade do Brasil a um custo monumental de logística. A nossa sugestão é que se instalem aqui na ZPE, onde tem toda uma ambiência ao exportador completamente diferente de quem está fora de uma free zone como a nossa, e que este material seja industrializado aqui e levado ao mercado norte americano. E até nisso, seria mais vantajoso porque o Ceará está muito mais próximo dos Estados Unidos”, afirmou o assessor especial para Assuntos Internacionais do Estado, Antonio Balhmann.

Ele explica que esta é uma oportunidade de revolucionar toda a cadeia produtiva no Ceará. “E o mais relevante é que quando se constrói a fábrica na ZPE gera emprego também nas pedreiras que estão lá no interior. A gente estima que mais de quatro mil novos empregos sejam gerados em toda cadeia”.

Ontem, pouco antes de conhecer o setor II Sul, área de expansão da ZPE para onde devem ficar as novas indústrias, os empresários participaram de mais uma rodada de negociação com os representantes do Estado. Na ocasião, puderam conhecer mais sobre como funciona o processo de implantação em uma zona alfandegada. “Com certeza o processo está bem mais simplificado do que foi com a CSP, por exemplo, mas como é uma região alfandegada existe uma série de controles que tem que ser tomados, além dos requisitos para uma instalação um distrito industrial”, explicou o presidente da ZPE, Mário Lima Júnior.

Se as negociações avançarem, o próximo passo deve ser a fase de apresentação dos projetos, o que deve ocorrer dentro de 60 dias. Estes devem ser submetidos à aprovação tanto da ZPE Ceará, como do conselho de ZPE’s em Brasília, antes da efetiva implantação. A expectativa é de os novos projetos comecem a ser construídos ao longo de 2017.


Novos Negócios
José Antônio Guidoni, presidente do grupo Guidoni, um dos maiores produtores e comerciantes de granito do mundo, disse que ficou muito bem impressionado com a estrutura cearense e as possibilidades de negócios que podem surgir daqui. “De tudo que a gente viu aqui, e sou um cara que trabalha em 73 países do mundo, hoje eu me senti fora do Brasil, de ver tanto investimento acontecendo em um momento de crise de ética como a que o Brasil vive. E aqui no Nordeste. Quem idealizou isso, o fez corretamente porque tem que contribuir com as regiões mais pobres, fazer migrar a indústria, a questão portuária”.

Hoje a base do grupo no Brasil é o Espirito Santo, mas ele diz que estão sendo feitas várias pesquisas na área de mineração no Ceará, em especial sobre quartzo. Além da extração, existe o interesse em montar novas plantas para fabricação de insumos. Ele não deu detalhes, mas adiantou que tem “um projeto interessante para esta região”.

Em todo o mundo, o investimento do grupo este ano deve passar de US$ 1 bilhão. No Brasil, dentro dos próximos 15 meses, será concluída a primeira fábrica de placas prensadas de quartzo da América Latina, que está sendo erguida no Espirito Santo.

A Gramil Granitos - empresa capixaba que tem jazida própria, parque industrial e vende blocos, chapas e material cortado para obra final - também está prospectando a ida para ZPE. O presidente Attila Vieira Sechin explicou que o grupo mantém há cinco anos jazidas em Uruoca, mas que agora tem interesse em montar uma indústria para beneficiar este material local. “A tendência é vir, mas falta entender um pouco mais da área para poder decidir”.

O gerente de exportação da cearense Granos Granitos S/A, David Silveira, com sede em Caucaia, diz que a riqueza e o exotismo das pedras encontradas no Ceará, de alto valor agregado, tem atraído a atenção do mercado, mas que é fundamental este novo movimento para verticalização da produção. “Criando um polo aqui vai ser bom pra todo mundo. Tanto pela questão de atrair mais pedreira, mais matéria-prima, mais clientes virão. E, principalmente, porque se vamos estar todos agrupados numa mesma região, no mesmo terreno onde toda esta estrutura vai ser comum, reduz custo para todo mundo”.

A empresa além de fazer a extração já possui uma fábrica de beneficiamento no Estado, mas pretende ter outra na ZPE para atender a demanda do mercado externo. “Hoje produzimos 45 mil metros quadrados de chapa, mas a nossa perspectiva é iniciar uma nova planta aqui na ZPE produzindo 10 mil metros quadrados mais ou menos e, no futuro, ir aumentando. A questão principal de estar aqui é aproveitar o momento internacional que está bem melhor”.

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