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DIEESE 04-07-2012 - 11h32

Construção civil e serviços estão com carência de mão-de-obra qualificada no Ceará

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O mercado de trabalho da Região Metropo-litana de Fortaleza (RMF) demanda principalmente profissionais qualificados das áreas de construção civil, comércio e serviços, segundo estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O documento “Qualificação e Mercado de Trabalho: apontamentos para política pública em regiões metropolitanas” traz um mapeamento da situação do emprego de cinco regiões metropolitanas e de Brasília.

Segundo a coordenadora da pesquisa de emprego e desemprego do Dieese Nacional, Lúcia Garcia, o estudo determinou que falta qualificação na RMF para gerentes comerciais, cozinheiros, garçons, atendentes de bares e outros serviços de alimentação, profissionais da construção civil como pintores, profissionais da indústria discreta (moveleiros, confecção de roupas), motoristas na área de transporte leves e recarga, mecânicos e reparadores.

“Nesses segmentos estão entrando trabalhadores sem qualificação”, completou. Segundo ela, com os dados da pesquisa, será possível investir em políticas públicas de formação do setor.

O estudo pretende, de acordo com ela, mostrar que não existe falta de mão-de-obra, mas sim pouco investimento em qualificação e baixa remuneração disponível para os profissionais. Além disso, há maiores dificuldades no recrutamento de determinadas ocupações de setores da economia aquecidos com o crescimento brasileiro.

“O estudo mostra que não existe apagão de mão-de-obra. Toda vez que um setor de atividade deseja um trabalhador com determinado perfil, busca e paga um salário”, destacou. A coordenadora explicou que o problema consiste quando a atividade econômica acaba por absorver um profissional com baixa qualificação.

“Paga menos e tem um trabalhador de menor qualificação, com um resultado menor. Está prejudicando a sociedade porque não gera riqueza”, lamentou.

Participação no Emprego

A pesquisa compara a situação do mercado de trabalho no biênio 2001-2002 com os dados de 2009-2010. Na RMF, para a qual não existem informações comparáveis para o biênio 2001-2002, os dados de 2009-2010 mostram que a taxa de participação da população em idade ativa (PIA) no mercado de trabalho foi de 72,4%.

De um modo geral, a taxa de desemprego nas regiões pesquisadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego declinou no período, evidenciando um contexto crescentemente favorável do mercado de trabalho. Para a RMF, a taxa de desemprego foi de 10,7% no biênio de 2009-2010.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), entre os biênios 2001-2002 e 2009-2010, a taxa de participação cresceu de 72,2% para 73,7%, enquanto o desemprego caiu de 18,0% para 9,3%.

Entre os biênios 2001-2002 e 2009-2010, ou seja, nos últimos 10 anos, a taxa de participação na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) aumentou de 72,9% para 74,3%.

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Recife (RMR) caiu de 21,2%, no biênio 2001-2002, para 18,2%, em 2009 -2010, evidenciando um contexto crescentemente favorável do mercado de trabalho da região.

A Região Metropolitana de Salvador (RMS) foi a única das regiões pesquisadas onde a participação da população em idade ativa caiu no período analisado. A taxa de participação, que em 2001-2002 era de 75,1%, passou para 72,6%, no último biênio considerado.

Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), apesar do crescimento da taxa de participação, houve redução na taxa de desemprego - que passou de 17,9%, no biênio 2001-2002, para 12,8% em 2009-2010 - devido ao aumento nas oportunidades de trabalho.

Nos biênios analisados, houve expressivo aumento da escolaridade da PIA do Distrito Federal (DF), cuja média de anos de estudo passou de 8,8 em 2001-2002, para 9,9, em 2009-2010.

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Anônimo 05/07/2012 07:07
Notícia interessante essa, quer dizer que falta gente qualificada e eu que tenho mestrado, ganhei até prêmio na área da Engenharia e mesmo assim continuo desempregado. Infelizmente, esse mercado enxerga apenas a palavra EXPERIÊNCIA e esquecem que ela pode ser adquirida rapidamente.
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Diego 04/07/2012 13:56
O problema não é a falta de mão-de-obra especializada...o problema é que essa mão-de-obra não aceita mais trabalhar na informalidade. Essas empresas, em sua maioria, continuam se negando a pagar os direitos dos trabalhadores.
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