A América Latina está nos planos de expansão da Infraero depois da recente privatização de três importantes aeroportos brasileiros , segundo informações do presidente da empresa Gustavo do Vale.
Vale declarou que a intenção de prestar serviços como contratada para administrar um determinado terminal aéreo é uma “decisão estratégica”. O presidente da empresa entende que a estatal teria algumas facilidades, como por exemplo, realizar negócios em outros países da América Latina.
A privatização dos três principais aeroportos do país na última segunda-feira pelo Governo, tem como objetivo uma aceleração de investimentos, para oferecer a infraestrutura necessária para os dois grandes eventos no país, a Copa do Mundo de 2014 e as Olímpíadas de 2016.
Brasília terá seu terminal aéreo administrado nos próximos 25 anos pelo mesmo consórcio que já tem a concessão do terminal de Natal e é sócio da empresa argentina Corporación América, que opera aeroportos no, Equador, Argentina, Itália e Peru .
Já o aeroporto de Campinas, grande terminal de carga a 90 quilômetros de São Paulo, terá como administrador por 30 anos um consórcio cujo operador é o grupo francês Egis Airport Operation, que opera 11 aeroportos em vários países.
O aeroporto de Guarulhos, que atende à cidade de São Paulo e é o de maior movimento do Brasil, nos próximos 20 anos terá sua administração sob responsabilidade de um consórcio que tem entre seus sócios a sul-africana Airport Company South Africa, operadora de 11 aeroportos na África do Sul e um na Índia.
Os consórcios que adjudicaram as concessões para modernizar e tramitar por um período de 20 a 30 anos os aeroportos citados, ofereceram pelas licenças um total de R$ 24,535 bilhões, valor 347,9% superior ao mínimo exigido, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
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