CARNAVAL 11/02/2013 - 08h05

Apesar dos muitos paredões, foliões pregam respeito em Várzea Alegre

Rodrigo Patrocínio
Os auto-falantes potentes dos veículos rompem o silêncio à tarde, depois das manhãs dedicadas às ressacas dos farristas
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Ao chegar no município de Várzea Alegre, a 446,1 km de Fortaleza, não é difícil se deparar com carros populares e caminhonetes com enormes auto-falantes em pleno funcionamento. Durante o Carnaval, a região vira um verdadeiro paraíso para quem gosta do alto volume proporcionado pelos famosos (e polêmicos) paredões. Próximo da praça central da cidade, é possível deparar-se com três ou quatro paredões separados pela distância de 20 metros cada.

Mas não há problemas. Pelo menos quando se fala de relacionamento entre os foliões. Brigas envolvendo o barulho alheio não tira a paciência da maioria dos que brincam Carnaval na cidade interiorana. "Aqui todo mundo é da paz, tranquilo. Sempre trago meu paredão para Várzea Alegre. Mas, se chegar um colega com o dele, procuro logo combinar: 'e aí, quer deixar o seu ligado? desligo o meu e ficamos escutando só um som'. Tem que ser assim", defende o motorista particular José Elisafam, 24.

Os auto-falantes potentes dos veículos rompem o silêncio à tarde, depois das manhãs dedicadas às ressacas dos farristas. As paredes de som não deixam de tocar até que novas programações surjam, como o desfile das Escolas de Samba tradicionais de Várzea Alegre - Unidos do Roçado de Dentro e Mocidade Independente do Sanharol.
André Victor
redacaoportal@opovo.com.br

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