Música 20/09/2016 - 16h41

Banda cearense de reggae ganha espaço internacional

Donaleda participou do Rototom Sunsplash European Reggae Festival, na cidade de Benicasim, Espanha; vote na enquete sobre o gênero musical
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Walber Freitas walberdefreitas@opovo.com.br
Divulgação
Da esquerda para a direita: Fábio Willar, Daniel Feitosa, Davi Lima, Malakas e Edvar Higgf

Nascido na Jamaica no fim dos anos 60, o reggae tem ganhado cada vez mais espaço no cenário nacional. Poucos sabem, mas o ritmo está associado a um estilo de vida ao ar livre, no mar, no prazer sem pressa, na paz de espírito e na liberdade. No Brasil, são inúmeras bandas no seguimento inspiradas pelo cantor jamaicano Bob Marley, que foi o responsável por popularizar o gênero musical em todo o mundo.

A banda cearense Donaleda, que surgiu em 2001, começou fazendo cover de Bob Marley e há um mês deu um passo para a carreira internacional. Com 15 anos na estrada, o som feito pelos músicos cearenses da Donaleda cantou e encantou mais de 70 mil pessoas no Rototom Sunsplash European Reggae Festival, na cidade de Benicasim, Espanha, no dia 20 de agosto último. Convidados por Felippo Giunta, presidente do festival, a Donaleda se apresentou no palco Show Case.

"É um 'Rock In Rio' multiplicado por dez! É literalmente uma cidade do reggae. Fomos a última banda do último dia e isso engrandeceu nossa banda, pois encerramos com chave de ouro o evento. Conhecemos vários músicas do ritmo, é bem gratificante. Além do respeito e do carinho que recebemos das pessoas do Velho Mundo", ressalta ao O POVO Online o baixista e compositor, Daniel Feitosa.

A participação da banda no Festival rendeu a gravação de um DVD, que será lançado no dia 2 de dezembro deste ano em um evento no Complexo do Ibirapuera, em São Paulo. Mesmo com o sucesso da banda, Daniel Feitosa afirma que há ainda um preconceito com o ritmo, mas que o reggae tem crescido muito nos últimos anos. O POVO Online entrou em contato com um musicólogo e um representante do gênero musical para relatarem seus pontos de vista.

Primeiro entrevistamos o professor de música da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Pablo Garcia. De acordo com ele, o fato das pessoas terem esse pensamento preconceituoso está ligado a associação de forma errada do uso da maconha ou do estereótipo dos músicos. "O reggae é um estilo de vida. O uso da maconha e dreads estão ligados com a cultura desde a criação do seguimento. É um preconceito pela desinformação. Um exemplo: colocar em uma capa de disco homens com cara de chapados e uma fumaça, resulta em algumas pessoas, que não entendem do contexto, a associação da maconha e esquece da música", ressalta o professor.

Em seguida, escutamos o DJ Ademar Danilo, ele explica que há preconceito racial e social desde a chegada do gênero musical no Brasil. "Existiu preconceito por ter sido abraçado de forma inicial apenas por negros e pobres, mas no decorrer foi abraçado por todos no Maranhão" disse.

Com 6 CDs lançados ao longo da carreira, Donaleda tem hits conhecidos pelo público brasileiro como "Uma liberdade" e "Sistema Babilônico" (André Portela), além de "Luz de Jah" e "Canto" (Andread Jó). No período de baixa estação, a banda composta por Fábio Willar, Daniel Feitosa, Davi Lima, Malakas e Edvar Higgf chega a fazer até seis shows por mês. Segundo Daniel, o intuito é crescer o número de shows após essa participação no Rototom.

Reggae no rádio e conquista

Em 1984, entrava no ar o primeiro programa de reggae do Brasil. O "Reggae Night" foi idealizado por Ademar Danilo e era veiculado pela rádio Mirante FM de São Luís, Maranhão. "Eu entrei para o embate contra o preconceito quando criei o programa de rádio na década de 80. A partir disso, eu traduzia músicas e propagava o amor, a paz e a harmonia, pois é isso que é o reggae. Juntos demos uma nova compreensão para as pessoas. Foi então que o ritmo caiu no gosto de todos", afirma Ademar.

De acordo com o DJ, São Luís, considerada a capital do reggae conta hoje com 11 programas de rádio diários e dois programas de TVs sobre o ritmo. "Aqui no Maranhão andamos com cabeça erguida e não ligamos para os preconceitos ainda resistentes", ressalta. Com exclusividade ao O POVO Online, Ademar revelou que o Museu do Reggae em São Luís, no Maranhão, será inaugurado em dezembro deste ano. "Essa é mais uma conquista do reggae", afirma.

 

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