artes cênicas 29/08/2016 - 19h49

Guaramiranga recebe Festival Nordestino de Teatro em setembro; programe-se

A 23ª edição do FNT traz 40 espetáculos, além de shows, debates e cursos durante oito dias. A programação é gratuita
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Rubens Rodrigues rubensrodrigues@opovo.com.br
Emi Hoshi / Divulgação
Espetáculo Estamira - Beira do Mundo foi eleito um dos 10 melhores espetáculos de 2011. A programação conta ainda com as mostras Nordeste Universitário, Palco Ceará, FNT para Crianças e Palco Giratório/Sesc

A tradicional presença das artes cênicas retorna à Guaramiranga na próxima semana. O município localizado na microrregião de Baturité, a 102 km de Fortaleza, recebe mais de 50 espetáculos, shows, cursos e debates na 23ª edição do Festival Nordestino de Teatro (FNT). Com oito dias de programação gratuita, evento vai do próximo sábado, 3, ao dia 10.

O Festival abre a programação com o elogiado Estamira - Beira do Mundo (RJ), pela Mostra Ceará Convida. A montagem solo, inspirada no documentário Estamira, de Marcos Prado, narra os caminhos de uma catadora de lixo com uma percepção de mundo devastadora, afetada pela sua condição mental crônica. Com a atriz carioca Dani Barros no papel e sob o comando da diretora Beatriz Sayad, o espetáculo conquistou mais de 20 prêmio nacionais e internacionais. 

Realizado pela Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga, com apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), o FNT une nomes tradicionais do teatro a uma geração que estreia nos palcos. Considerada a espinha dorsal do Festival, a Mostra Nordeste traz, além de títulos cearenses como Interior, do Grupo Bagaceira de Teatro, e Todo camburão tem um pouco de navio negreiro, produzido pela Associação Artística Nóis de Teatro, outros sete espetáculos do Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão e Sergipe. 

Para a produtora do evento, Renata Lima, a Mostra é um momento especial das artes cênicas nos oito dias em que acontece. "Daqui do Ceará trazemos um recorte bem interessante do que está sendo feito. É uma troca de vivências prazerosa", avalia. Há seis anos trabalhando na realização do FNT, Renata sente desde a infância a importância do Festival para a região. "Guaramiranga tem a tradição de fazer com que as crianças cresçam com o hábito de ir ao teatro. Eu vou desde os seis anos de idade, quando o Festival começou. Trago boas memórias".

O ex-consultor na área do teatro da Política Nacional das Artes do Ministério da Cultura (Minc) Marcelo Bones considera o FNT essencial para o teatro brasileiro. Com larga experiência como programador de festivais nacionais de teatro, o diretor e fundador do Grupo Teatro Andante afirma que a Mostra Nordeste é uma "radiografia" do que está sendo produzido de mais interessante na região, além de ser uma oportunidade de se viver o momento atual do teatro brasileiro.
 
Francisco Teixeira / Divulgação
 
 
Bones foi consultor do Minc de junho de 2015 até abril deste ano, semanas antes da pasta ser incorporada ao Ministério da Educação pelo Governo Temer. Antes disso, de 2008 a 2010, foi diretor de Artes Cênicas da Fundação Nacional das Artes (Funart).
 
O Ciclo de Debates, que acontece a partir do segundo dia, sempre pela manhã, conta também com o professor adjunto do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará e doutor e Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, Héctor Briones, e Arão Paranaguá, doutor em Artes Cênicas pela USP e um dos responsáveis pela criação da graduação em teatro na Universidade Federal do Maranhão.
 
Inquietação
 
"A Mostra Ceará Convida abre espaço fundamental para o que está sendo gestado e pensado na pesquisa teatral", aponta. Além de Estamira - Beira do Mundo, a Mostra traz Caminham nus empoeirados, com texto de Gero Camilo, que divide a direção com a portuguesa Luisa Pinto. O espetáculo fecha a programação no dia 10.
 
Pela terceira vez no evento e figurando entre os palestrantes dessa edição, Bones destaca ainda a longa trajetória de contribuição do festival ao fazer cênico brasileiro como ponto de ignição do debate. "O teatro é uma arte muito particular. Traz consigo uma inquietação", analisa. "Vivemos hoje em um País com grande complexidade em sua conjuntura política social, e o teatro é o primeiro lugar onde isso é debatido".

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