Cinema Brasileiro 25/07/2016 - 15h35

Anna Muylaert fala sobre novo filme em Fortaleza

"Mãe só há uma" é baseado na história real do menino Pedrinho, que descobriu aos 17 anos ter sido roubado dos pais biológicos. Longa também aborda questões de gênero e sexualidade
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Cineasta brasileira ganhou destaque com o filme "Que horas ela volta?", lançado em 2015

A roteirista e cineasta brasileira Anna Muylaert vem a Fortaleza na próxima quinta-feira, 28, para participar de um bate-papo sobre seu novo filme “Mãe só há uma”. O encontro acontece logo após a exibição do longa, às 19 horas, no Cinema do Dragão - Fundação Joaquim Nabuco.

O novo trabalho de Muylaert é baseado na história real do menino Pedrinho, que repercutiu na mídia brasileira em 2002. Na trama, Pierre (Naomi Nero) descobre que foi roubado dos pais biológicos (Dani Nefussi e Matheus Nachtergaele), os quais buscam por ele há 17 anos.

Consagrada no ano passado com “Que horas ela volta?”, Muylaert volta a abordar questões familiares no novo trabalho, mas abre espaço, também, para a discussão sobre gênero e sexualidade.

Pierre é um jovem que, além de se relacionar com meninos e meninas, utiliza traços considerados femininos para construir sua identidade. Vestidos, unhas pintadas, fio dental e cinta-liga são alguns dos elementos que ajudam a construir a imagem de Pierre.

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Naomi Nero dá vida ao jovem Pierre, personagem inspirado na história real do menino Pedrinho
 

Após a prisão da mãe de criação (Dani Nefussi, que também interpreta a mãe biológica), o garoto vai viver com os pais biológicos. Apesar de idealizarem o reencontro e uma vida com o filho, o casal se surpreende com os modos que o filho leva a vida.

A relação mãe e filho volta a ser explorada no longa. Assim como em “Que horas ela volta?”, que apresentava a relação conflituosa de Val (Regina Casé) e Jéssica (Camila Márdila), desta vez o relacionamento de Pierre com as duas mães fomenta o debate público.

Gravado com custo de R$ 1,8 milhão (abaixo dos R$ 4 milhões de “Que horas?”), o longa estreou nos cinemas brasileiros na última semana. Em entrevista ao Vida & Arte, Anna Muylaert falou que o baixo orçamento deu mais liberdade na produção, e o resultado ganhou abordagem mais intimista. “Quando tem menos dinheiro, não tem tanta responsabilidade. A gente trabalhou com o dinheiro de um prêmio do MinC (Ministério da Cultura), do edital de Baixo Orçamento”, explica Muylaert.

“Mãe só há uma” abriu o 11º Festival de Cinema Latino-Americano, na quarta-feira, 11. O longa também já foi exibido na seção Panorama do Festival de Berlim, levando o prêmio de Melhor filme Queer da revista alemã Männer, dentro do Teddy Bear Award.

Redação O POVO Online

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