Cearense 15/06/2016 - 19h43

"É um gênero de rap que estamos criando", diz Felipe Rima sobre álbum de estreia

O rapper compôs mais de 30 canções para o álbum, que deve ser lançado em novembro. Para esquentar o público, ele lança o projeto "Enquanto o arroz seca", com músicas que ficaram de fora do registro oficial
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Rubens Rodrigues rubensrodrigues@opovo.com.br
Divulgação
Felipe Rima prepara álbum de estreia

"Do universo social que eu venho, eu tinha sonhos, e a partir daí começou a surgir um novo sonho: fazer música para inspirar as pessoas". É com esse desejo que o rapper cearense Felipe Rima, de 28 anos, prepara seu primeiro álbum de estúdio.
 
No rap desde os 14 anos, Rima passou a perceber a música de forma profissional só aos 23, quando gravou a mixtape "Entre o Batuque do Coração e a Poesia da Vitória", que vendeu mais de 8 mil cópias no Ceará. Tudo o que veio antes, conta Felipe, foi um processo de aprendizagem. 
 
O rap veio como um presente, quando participou de um projeto social em Fortaleza que reunia poesia, artes plásticas, fotografia, e música. "Foi ali que eu comecei a fazer os meus primeiros esboços musicais, esboços de poemas e fazer música. Depois disso eu comecei a ver um mundo mais amplo, passei a ter novas perspectivas por meio das músicas que eu já estava fazendo", conta. 
 
Ainda sem nome definido, o disco traz temas pessoais para o artista. "Eu falo de amores, perspectivas, da forma que eu vejo o mundo e como ele me inspira a viver", comenta. Além de cantar como é se sentir vivo, Felipe distribui em 10 faixas, letras que narram as dificuldades para realizar os próprios sonhos, romances, o olhar o mar, problemas sociais, visão política do país e sua conexão familiar.

"Sinto que é um novo início. Ele (o álbum) representa uma conquista inestimável e ao mesmo tempo essa conquista abriu um horizonte para eu entender que agora representa uma nova história, e eu vou escrever com o coração, como sempre fiz", conta. 
 
Com Racionais, Marcelo D2 e Dexter como referências no rap, ele assume que a paixão pela MPB também relfete na sua música. Nomes como Tim Maia, Elis Regina e Luiz Gonzaga marcaram a musicalidade do rapper. Ainda assim, ele revela: "os meus primeiros impulsos de referências geralmente não são músicos. É minha família, minha mãe e meu pai. Olhando para eles, vejo o que quero ser na vida e isso fica refletido na minha música e poesia". 
 
Enquanto o arroz seca 
 
A temática, conta Felipe, ajuda a criar o que ele chama de nova estética sonora. "São turbilhões de coisas que estão no disco e, musicalmente falando, é um gênero de rap que estamos criando", explica. "É um elemento musical novo dentro do rap que estamos fazendo, partindo do Ceará". 
 
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Para "esquentar" o público enquanto o trabalho de inéditas não sai, Rima promete uma espécie de aperitivo com músicas que ficaram de fora da seleção. O projeto intitulado "Enquanto o arroz seca", que faz referência à espera pelo "prato principal", vai contar com algumas das 30 canções compostas para o álbum.
 
O álbum está sendo produzido por meio do programa Red Bull Amaphiko, em São Paulo. "A Red Bull percebeu que o meu rap e minha poesia fazem com que eu inspire as pessoas e nós vimos uma nova oportunidade. Sentimos no coração que era o momento".
 
Tocha olímpica
 
No último dia 7, o cearense realizou o sonho de conduzir a tocha olímpica no Ceará. "Foi muito mágico. Quando eu recebi o convite fiquei tentando entender qual era o sentido disso, e vi que os valores do esporte também estão muito ligados a minha história de vida, de superação, determinação, de atingir metas, buscar novos objetivos", explica.
 
"Foi muito importante porque eu estou representando não só um poeta, um rapper que está conduzindo a tocha, mas tem todo um processo da minha origem ali segurando aquela tocha. A minha área, minha família, as pessoas que sabem de onde a gente vem, do quanto foi árduo e complicado, tudo que vivi até receber um convite como esse", diz, orgulhoso por fazer parte dos 12 mil escolhidos no mundo. "A chama dos sonhos não apaga dentro de nós, não importa se estamos com a lamparina acesa ou se é um dos maiores símbolos do esporte mundial. O que importa é que essa chama nunca se apagou".

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