Gimme Danger 19/05/2016 - 16h58

Jim Jarmusch e Iggy Pop fizeram soprar ventos de rock em Cannes

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Punks dos pés à cabeça, Jim Jarmusch e Iggy Pop fizeram soprar um vento de rock em Cannes nesta quinta-feira com "Gimme Danger", documentário em forma de carta de amor do diretor americano ao seu amigo, lenda viva da música.

Os dois sexagenários visivelmente muito companheiros entusiasmaram a sessão de fotos reservada às equipes dos filmes apresentados no festival. Vestido de couro preto com camiseta branca, Iggy Pop e o cineasta de cabelos brancos multiplicaram os gestos provocativos na hora de enfrentar as câmeras.

Fiel à sua lenda, Iggy "iguana" Pop, de 69 anos, era esperado no tapete vermelho para a projeção de gala de "Gimme Danger" no Palácio dos Festivais.

Rodada como uma "carta de amor" aos Stooges, cuja energia transbordante anunciava nos anos 1970 a chegada do punk, o filme de Jim Jarmusch é, em última análise, bastante clássico. A entrevista de uma das últimas lendas vivas do rock e de seus parentes se alternam com imagens de arquivo, algumas inéditas, desde a infância de James Osterberg até o sucesso mundial.

"Para mim, se trata simplesmente do maior grupo de rock da história", disse Jim Jarmusch em coletiva de imprensa. "O filme é uma espécie de colagem, nossa intenção era de nos aproximarmos da música dos Stooges".

A história é narrada pela voz inconfundível do cantor de "I wanna be your dog" e "No fun", que evoca com graça os programas de televisão que via naquela época no trailer que morava com seus pais ("tive a oportunidade de conhecê-los, foi um verdadeiro prazer"). O filme aborda desde o nascimento até à ascensão à fama dos Stooges.

O realizador já havia filmado Iggy Pop em "Coffe and Cigarettes" e "Dead Man". O essencial da energia deste documentário provém das imagens de shows descontrolados de Iggy Pop e dos Stooges.

 "Vi o filme pela primeira vez ontem (quarta-feira) de noite e me impactou. Eu disse 'Oh meu Deus, sou um produto desta época", comentou Iggy Pop, que por outro lado se encontra em plena turnê para promover seu novo álbum "Post Pop Depression".

Durante a coletiva de imprensa pediu que repetissem várias perguntas e brincou sobre sua surdez. Disse que hoje prefere uma taça de vinho às drogas. "Quando não trabalho, vou para a cama cedo", assegurou o roqueiro. Antes de ratificar: "Mas não, isso não é certo!".

Fanático do rock, Jarmusch, de 63 anos, já havia realizado um documentário sobre uma turnê de Neil Young, "Year of the Horse" (1997).

"Gimme Danger" (1H48), apresentado fora da competição, é o segundo filme de Jarmusch projetado em Cannes este ano. O primeiro foi "Paterson", um ensaio poético sobre um motorista de ônibus (Adam Driver), uma ode ao encanto do cotidiano que aspira à Palma de Ouro.

AFP

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