Festival 28/04/2016 - 17h47

Cid e o asteróide na Maloca

A festa Maloca Dragão recebe, neste sábado, 30, o projeto Cid e o Asteróide, com o show do disco Sobre Asteróides e outras coisas
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Rubens Rodrigues rubensrodrigues@opovo.com.br
Divulgação
Cid e o asteróide se apresenta na Maloca Dragão neste sábado, 30, às 19 horas

Cid e o Asteróide estão prontos para cair na Maloca. Com um violão e o pé na música eletrônica, o novo projeto de Cid Saboia de Carvalho Filho, de 40 anos, vem com a vivência de quem, formado em Direito, já trabalhou como produtor musical, DJ e passou por bandas como Rocca Vegas e Monophone.
 
O EP "Sobre Asteróides e outras coisas", lançado em dezembro do ano passado, é a base para o show que ele apresenta neste sábado, 30, no palco José Avelino, como parte da programação do festival que começa nesta quinta, 28, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
 
Acostumado a dividir decisões com os antigos colegas de banda, ele celebra a autonomia total que agora tem sobre sua música. "Pela primeira vez faço o que eu quero", conta em entrevista ao O POVO Online. "Busquei um som que mexesse comigo, uma coisa natural do violão, que é como eu gosto de compor. Resolvi misturar com a experiência que já tenho". A nova sonoridade, explica, não tem ambição de parecer intelectual, quer "agradar do porteiro ao publicitário".

As influências são diversas, mas a base no samba rock é fundamental. "Não queria fazer um som dramático. Sempre quis me aproximar mais de Jorge Ben, dos letristas como Zeca Baleiro, Chico Science e Legião Urbana", lista. "Mas estou escutando muito Led Zeppelin, Bob Dylan. Coração Selvagem e Alucinação, do Belchior, ficam rodando em looping no meu carro". 
 
 
Filho de Cid Carvalho e neto de Jáder de Carvalho, ambos jornalistas, advogados e poetas, ele lembra que cresceu com a poesia por perto. A memória afetiva remete às leituras que ele considera essenciais para seu início artístico, como o livro do avô, "Menino Só". "Sempre tive muitos livros ao redor. Tive essa cultura com eles e isso me ajudou a preservar a poesia", conta. 
 
Ocupação de espaços públicos
 
Cid revela a ansiedade de tocar na Maloca com seu projeto solo, já que se apresentou, no ano passado, com a Rocca Vegas. "Movimenta muito o Dragão, uma vibe legal com aquele mar de gente. E você conhece muita gente do Ceará fazendo um som interessante".
 
Ocupar os espaços públicos é também a mensagem que ele quer passar. Os clipes são verdadeiros passeios por Fortaleza. Do primeiro, que leva o nome do disco, na beira da praia, ao trajeto que o vídeo "Vem Que Vem" faz pela cidade, como uma intervenção urbana
 
"O som é muito bem representado pelo ambiente urbano, as ruas, o grafite. Eu vivo a rua", diz. "Intervenção urbana é uma forma de agregar valor à cidade. Ao fazer arte na rua, você contribui com a formação de uma linguagem. É o sentido da cidade".
 
Para ele, ocupar é também questão de segurança pública. "A gente é capaz de melhorar isso com mais gente circulando. A insegurança vem muito do lugar quando as pessoas estão sozinhas", explica. "Aqui as pessoas têm medo de ir às praças, de sair para comprar pão. Invejo o lifestyle das outras cidades, onde você não fica ilhado dentro de um carro".
 
Enquanto aproveita os shows para "se entender mais" com o público, Cid prepara um novo EP de sete músicas. "Eu nunca paro de fazer música".

Sobre Asteróides e outras coisas
 
Zagueiro
 
"Foi a primeira que gravamos. Eu busquei, nas minhas músicas, a que eu me sentia mais à vontade tocando e cantando. Fala de futebol e tem uma inspiração em Jorge Ben, samba rock… Essa música puxou o disco. Foi a que a gente fez e falou, 'vamos partir daqui'. Eu tenho muitas musicas guardadas, mas essa era mais recente. Para esse disco eu busquei as músicas mais frescas".

Disco Voador
 
"Fala de um amor partido, um amor que se foi. Ela é meio samba rock também. Todas as minhas músicas são um pouco pessoais. Essa é pessoal, mas é aquele 'pessoal fake', sabe? O sentimento sai e, às vezes, a letra fantasia".

Sobre Asteróides e Outras Coisas
 
"Deu nome ao EP e foi a que fiquei bastante impressionado com a resposta da galera. Eu tinha medo porque, no refrão eu falo (saudade) 'fode'. Tinha medo de ficar chulo, mas porra, cara, acho que saudade fode mesmo. E as pessoas dizem que saudade fode mesmo. O pessoal se identificou".

Vem Que Vem
 
"Talvez seja a mais antiga. É uma das que mais gosto. A gente conseguiu chegar na sonoridade que eu tava querendo, bem forte, mas com letra mais simples. Fala sobre amor. É assim, 'pode vir, vem que eu tô aqui!' Duas almas errantes que se encontram".

Cicatriz
 
"Gosto bastante de Cicatriz porque foi inspirada no meu avô. Tava lendo um livro dele e as frases me chamaram atenção. Comecei a escrever a letra, como se falasse do meu avô, mas se você reparar bem, é um veterano de guerra que fala das marcas do tempo. O que eu gosto é quando falo que 'mora um revólver em minha cabeceira'. Meu avô era envolvido com política, viveu a época da ditadura, foi condenado a 25 anos de prisão mas ficou só um porque recebeu anistia. É como se fosse um velho guerreiro. A música é pra ele, mas passa essa mensagem".

Ela Não Te Quer Mais
 
"Foi a última que fiz para o disco. É sobre quando uma pessoa não quer mais (ficar), e você não sabe por quê. É um reflexo das outras".

espaço do leitor
Evandro Soares DE Oliveira 29/04/2016 11:24
Cid e os seus asteroides junta a arte da poesia nas suas letras e uma melodia que qualquer pessoa gostaria de ouvir. É muito agradável ouvir as musicas do Cid. Eu recomendo.
Evandro Soares DE Oliveira 29/04/2016 11:23
Cid e os seus asteroides junta a arte da poesia nas suas letras e uma melodia que qualquer pessoa gostaria de ouvir. É muito agradável ouvir as musicas do Cid. Eu recomendo.
Evandro Soares DE Oliveira 29/04/2016 11:20
Cid e os seus asteroides junta a arte da poesia nas suas letras e uma melodia que qualquer pessoa gostaria de ouvir. É muito agradável ouvir as musicas do Cid. Eu recomendo.
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