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O Repórter 27/05/2012

O delírio do otimismo

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Pela sua própria natureza, o poder político associa-se ao otimismo. Faz dele um muro de proteção. E, quando as pesquisas de opinião constatam a satisfação do povo transformada em aplausos crescentes, o governante, extasiado, delira. Chega ao extremo da convicção de que apenas o discurso dos opositores – propagado pela “imprensa remunerada” – critica seus atos administrativos e suas ações políticas, várias delas manifestadas de forma imperial. O “tenho dito” do trono é absoluto.

Se o Executivo manobra o Legislativo, o que não é uma novidade na República Surrealista dos Trópicos, e tenta impor seus desígnios ao Judiciário, nem sempre com sucesso, perde o tempo quando tenta controlar a linha editorial dos veículos de comunicação. Consegue, às vezes, ali e acolá, mas perde feio na geografia nacional.


O Palácio do Planalto, via Ministério da Fazenda e órgãos agregados, pretende impingir uma visão colorida aos que se debruçam sobre a realidade da economia nacional. Inflação e juro não são controlados por manifestação de desejo, por boa vontade ou por decreto. A realidade supera qualquer manobra. Assim também ocorre em relação ao crescimento econômico.


Como o ministro Guido Mantega é otimista, mas não mágico, dispensa-se que apregoe a expansão do Produto Interno Bruto entre 4% e 4,5%, “talvez até um pouco mais”, como afirmou há uma semana. Quem mete a mão na massa, como os empreendedores em geral e os brasileiros em particular, faz uma previsão menor da soma de todas as riquezas produzidas no ano pelo País. O avanço do PIB em 2012 fica abaixo dos 3,5%, preveem empresários e economistas independentes.


Trata-se de uma boa aposta.

 

VERDADE É OUTRA


São Paulo (capital) será mais do que o centro de referência da eleição de outubro.

Lá, vai haver, na fase eliminatória, o confronto entre as duas maiores siglas da base parlamentar do governo federal.

De um lado, o PT da presidente Dilma Rousseff, mineira de Belo Horizonte; do outro, o PMDB do vice Michel Temer, paulista de Tietê.

Para Temer, especialista em firulas de habilidade, será “um enfrentamento simbólico” de Fernando Haddad (petista) e Gabriel Chalita (cristão-novo do peemedebismo).

 

Caso a disputa fosse agora, um dos dois estaria fora. Nas projeções para a segunda fase, os números do Datafolha e Ibope apontam só uma presença (quase) certa: a do “simpático” José Serra (PSDB).


ELAS NÃO BRINCAM


Vêm aí mais mulheres para a batalha da conquista do poder regional.

Obstinadas, querem o governo de seus estados.

A senadora Maria Amélia (PP), no Rio Grande do Sul.

 

No Ceará, a petista Luizianne Lins, prefeita de Fortaleza prestes a concluir o ciclo municipal.


EQUIPE EM CAMPO


Prepara-se o PMDB para a eleição de 2014.

Com a disposição conhecida desde o tempo que não tinha o “P” de partido, faz o aquecimento agora na campanha municipal.

No exercício da presidência nacional da sigla, Valdir Raupp, senador por Rondônia, anuncia a participação de três mil peemedebistas candidatos a prefeito; mil, a vice; e 50 mil a vereador.

Apesar da presença numerosa na consulta às urnas de outubro, o PMDB deve conseguir resultados satisfatórios nas médias e pequenas cidades, sobretudo.

 

Em grandes capitais, entra como favorito no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes busca a reeleição, e Belém, com José Priante, sobrinho do senador Jader Barbalho. No confronto paulistano, Gabriel Chalita cresce. Mário Kertész, popular ex-prefeito de Salvador, postula o retorno, mas, por enquanto, é uma incógnita.

 

UM JOGO PESADO

Pré-campanha para prefeito do Recife.

Com o objetivo de levar o desfecho da eleição para o segundo turno, a oposição apresenta quatro candidatos à sucessão do petista João da Costa.


Segue o quarteto forte de boa intenção, mas o mesmo não pode ser dito em relação ao apoio popular:

 

1. Daniel Coelho (PSDB);

2. Raul Henry (PMDB);

3. Raul Jungmann (PPS);

4. Mendonça Filho (DEM), o mais bem posicionado nas pesquisas.

PERGUNTAR NÃO PAGA IMPOSTO.
APENAS CURIOSIDADE.

Será que mentem todos os acusadores de Carlos Brilhante Ustra e só ele, coronel reformado do Exército, diz a verdade ao negar que seja torturador de presos políticos?

 

O NEGÓCIO É O SEGUINTE


Dividido, o PSDB baiano apoia a candidatura (segunda tentativa) do deputado ACM, neto (DEM) à prefeitura de Salvador. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto.


Em agosto, mais um suplente ganha assento no Senado. O beneficiário da vez é José Aparecido dos Santos. Assume a vaga de Blairo Maggi (PR-MT), que se licencia por quatro meses.

 

Carlos Ayres Britto, ministro-presidente do Supremo, crê em julgamento “absolutamente técnico” do Mensalão, o grande escândalo do governo Lula da Silva.

 

Amplia-se o volume de vozes do PMDB em defesa de candidatura própria à Presidência da República, em 2014.

 

Verdade, sim, leitor: para a CPI do Cachoeira se transformar em circo, basta a lona. O picadeiro é o plenário do colegiado.

 

O Itamaraty confirma a presença do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na Rio+20. Ele chega ao Brasil dia 19, véspera da abertura da conferência patrocinada pela ONU.

 

Para refletir: “A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos” (Pablo Neruda, poeta chileno).

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